François Hollande “mente dia e noite”, ao dizer que “o principal inimigo é o mundo da finança”, afirmou Nicolas Sarkozy no seu primeiro comício de campanha para as presidenciais, em Annecy.
Sarkozy atacou frontalmente o candidato socialista François Hollande, a quem as sondagens dão uma larga vantagem, na primeira volta (22 de Abril) e na segunda (6 de Maio). Sem dizer o nome do seu principal adversário, mas nomeando-o muito claramente, o Presidente-candidato referiu a entrevista de Hollande ao jornal The Guardian no comício que deu nesta cidade no sopé dos Alpes, que escolheu para iniciar a sua campanha.
A resposta de Hollande não se fez esperar: “Falsificação, caricatura, manipulação" foi como classificou as declarações de Sarkozy.
"Não quero entregar-me a uma sessão de pugilato, a frases, invectivas", declarou, acusando o chefe de Estado de se entregar a ataques sem sentido. "Quero manter-me a um nível digno", afirmou, incitando o rival a fazer o mesmo.
Assumindo alguns dos seus próprios erros, Sarkozy foi enumerando no comício de Annecy o que considera serem os erros da governação socialista, e que associa a Hollande. “Os que prometeram a reforma aos 60 anos não estão aqui mas vocês, os franceses, estão a pagar as consequências. Os que fizeram as 35 horas semanais não pagaram as responsabilidades mas sim, vocês, os franceses”, martelou, na descrição da AFP.
Ao mesmo tempo que falava, na Internet, na sua conta de Twitter, as frases-chave do seu discurso eram retransmitidas, em mensagens de 140 caracteres: "Sempre me esforcei para ser justo, para ser sincero, para dar tudo o que podia".
Uma França Forte é o slogan de campanha escolhido por Sarkozy, e foi motivo imediato de trocadilhos por parte de grupos da oposição. Um deles, que surgiu na Internet, diz: La Franc Fort e tem a imagem da chanceler Angela Merkel, que apesar de ser alemã anunciou publicamente apoiar a recandidatura de Sarkozy. Outro usa o mesmo trocadilho mas a imagem é uma salsicha – algo murcha…
Notícia actualizada às 20h33



