A republicana Sarah Palin, candidata à vice-presidência dos Estados Unidos nas eleições de Novembro passado, anunciou ontem que vai abandonar o seu cargo de governadora do Alasca e que não irá disputar um segundo mandato.
Durante uma conferência de imprensa montada em sua casa, na localidade de Wasilla, na véspera do Dia da Independência americana, Palin anunciou que irá passar o testemunho ao vice-governador Sean Parnell.
"Levo a minha luta por aquilo que é certo numa nova direcção", disse Palin, rodeada pela sua família.
A antiga "número dois" do candidato John McCain explicou ainda que tomou uma decisão após muita “oração e reflexão”, não concretizando os motivos da sua saída e recusando-se a responder às perguntas dos jornalistas.
Palin irá abandonar oficialmente as suas funções a 25 de Julho, desconhecendo-se quais são os seus planos imediatos, embora o "The Washington Post" - que cita fontes próximas da ainda governadora - escreva que esta manobra poderá indicar a vontade de Sarah Palin em transformar-se na próxima candidata republicana às presidenciais de 2012.
Depois de perder as eleições do passado dia 4 de Novembro, que deram a presidência a Barack Obama, a governadora do Alasca deixou antever que estaria interessada em continuar a sua carreira em direcção a Washington, e, mais concretamente, à Casa Branca: “Se houver uma porta aberta para mim, peço a Deus que não me deixe passar por ela sem a abrir. E se houver uma porta aberta em 2012 ou quatro anos depois, e se for algo bom para a minha família, para o meu estado, para o meu país, uma oportunidade para mim, então vou abrir essa porta”, disse Palin em entrevista à Fox News.
Uma eventual candidatura da governadora à Casa Branca não conta, porém, com o apoio de muitos sectores do partido republicano. Muita gente culpa-a pelo fracasso eleitoral. O próprio John McCain fez um esforço por se destacar de Palin após as eleições. "Também temos outros governadores com talento", respondeu, quando questionado se apoiaria a sua "ex-companheira" numa eventual candidatura à presidência.



