Sacrifício dos norte-americanos no Iraque ainda está para durar, avisa Obama

02.08.2010 - 19:58 Por Rita Siza
Barack Obama confirmou que a missão de combate norte-americana no Iraque será concluída a 31 de Agosto, mas avisou que uma “força de transição” de 50 mil soldados permanecerá no país, onde nos últimos meses a violência tem aumentado e que permanece sem Governo cinco meses após as eleições.
“A triste realidade é que ainda não vamos ver o fim do sacrifício americano no Iraque”, admitiu o Presidente, que durante a campanha para a sua eleição prometera pôr fim àquela guerra, com que nunca concordou.
Desde a sua tomada de posse, no final de Janeiro de 2009, foram chamados de volta a casa 90 mil dos 144 mil soldados e fuzileiros que participavam naquela guerra e encerradas 236 bases americanas instaladas no país.
Num discurso à organização que cuida dos feridos de guerra, Disabled American Veterans, em Atlanta, Obama reconheceu que o esforço suportado pelo exército se vai prolongar pelo menos por mais um ano. “Tal como acordado com o governo iraquiano, vamos manter uma força de transição até à retirada total das nossas tropas do Iraque, no fim do próximo ano”, referiu, observando que apesar da principal missão dos soldados americanos passar a ser o treino do exército iraquiano, a sua tarefa será perigosa e recheada de riscos. “Ainda há quem tente impedir o progresso do Iraque com balas e bombas”, lamentou.
A “força de transição” será ainda responsável pela segurança e protecção das unidades militares e civis dos Estados Unidos no Iraque, e poderá ser chamada a participar em operações de contra-terrorismo. “Mas não quero que fiquem dúvidas: o nosso compromisso está a mudar de um esforço militar liderado pelas nossas tropas para um esforço civil conduzido pelos nossos diplomatas”, frisou Obama.


