Torneiras foram abertas às 07h00

Rússia volta a abastecer Europa com gás

13.01.2009 - 09:08 Por PÚBLICO, Agências

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Os fornecimentos de gás só foram hoje reactivados depois da Rússia e da Ucrânia terem ontem assinado, em conjunto com a UE, o acordo de resolução de um braço-de-ferro que afectou ou parou o consumo de gás em 18 países europeus Os fornecimentos de gás só foram hoje reactivados depois da Rússia e da Ucrânia terem ontem assinado, em conjunto com a UE, o acordo de resolução de um braço-de-ferro que afectou ou parou o consumo de gás em 18 países europeus (Gleb Garanich/Reuters)
A Rússia voltou a abrir as torneiras do gás. A Gazprom ordenou hoje o reabastecimento à Europa, através da Ucrânia, pouco depois das 07h00 (hora portuguesa). Kiev já confirmou o retomar do abastecimento, que esteve cortado durante seis dias, numa altura em que a Europa se debateu com uma vaga de frio polar.

Vai ser preciso esperar, porém, pelo menos três dias para que os consumidores nos 18 países europeus afectados vejam a vida quotidiana voltar ao normal.

Os fornecimentos de gás só foram hoje reactivados depois da Rússia e da Ucrânia terem ontem assinado, em conjunto com a UE, o acordo de resolução de um braço-de-ferro que afectou ou parou o consumo de gás em 18 países europeus e reabriu o velho debate europeu sobre a necessidade de desenvolver fornecedores e rotas alternativos à Rússia.

De acordo com imagens transmitidas pela cadeia de televisão russa NTV, um responsável da Gazprom – a empresa estatal monopolista que gere o gás russo – deu hoje a ordem para o reabastecimento de gás à Turquia, Balcãs e Moldávia.

A Gazprom vai bombear 76,6 milhões de metros cúbicos de gás por dia, uma quantidade que ainda serve de ensaio, longe dos cerca de 300 milhões de metros cúbicos que a Europa recebia diariamente via Ucrânia antes do dia 1 de Janeiro, altura em que se começou o conflito entre os dois países e que, tecnicamente, ainda não acabou. O diferendo bilateral mantém-se intacto: os dois países continuam em guerra aberta sobre o preço do gás para consumo na Ucrânia, as tarifas para o trânsito e as dívidas da empresa nacional ucraniana Naftogaz à Gazprom, no valor, segundo os russos, de 600 milhões de dólares.

Moscovo já alertou, porém, a Ucrânia: se houver o mínimo de alteração ou algum desvio no gás destinado à Europa, as torneiras fechar-se-ão automaticamente, na mesma proporção do gás desviado.

Mal o gás russo atingiu à Ucrânia, o porta-voz da Naftogaz, Valentin Zemlianski, confirmou a sua chegada.

A Comissão Europeia também se apressou a saudar o anúncio da retoma de gás, acrescentando que os seus observadores estão a verificar a situação no terreno.

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Gás

Óh António Baptista, claro que a FIA tinha que ser impedidada pois iria destruir a democracia ...

SacaMulas

13.01.2009 18:52

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