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Medida relacionada com a tomada de posse do novo Presidente norte-americano, Barack Obama

Rússia suspende instalação de mísseis Iskander em Kaliningrado

28.01.2009 - 11:30 Por Dulce Furtado

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Dmitri Medvedev Dmitri Medvedev (Reuters)
Moscovo deu esta manhã indicações de que o plano de instalação de sistemas tácticos de mísseis Iskander no enclave russo de Kaliningrado, bem às portas da Europa, entrou numa moratória de conciliação. É o primeiro gesto claro de ramo de oliveira a ser estendido pela Rússia aos Estados Unidos, após a tomada de posse do novo Presidente norte-americano, Barack Obama.

A revelação foi feita em duas frentes, com uma fonte do Ministério da Defesa russo, citada mas não identificada pela agência russa RIA Novosti, a garantir que até à data “não foram tomadas quaisquer medidas práticas para instalar os Iskander na zona mais ocidental do país”. Em simultâneo, a agência Interfax, citava um responsável militar russo, igualmente não identificado, a explicar a actual linha de pensamento do Kremlin: “A implementação destes planos foi suspensa uma vez que a nova Administração norte-americana não acelerou o seu programa de instalação [de partes do sistema de defesa antimíssil norte-americano na Polónia e República Checa]”.

No início de Novembro do ano passado, logo após o anúncio da vitória eleitoral de Obama, a querela entre Rússia e Estados Unidos sobre os avanços militares de ambas as partes na Europa Central, recebeu novo ímpeto com o Presidente russo, Dmitri Medvedev, a anunciar que iria “muito em breve” instalar pelo menos oito sistemas tácticos Iskander em Kaliningrado – uma pequena fatia de antigo território germânico, ensanduichado entre a Polónia e a Lituânia, que foi anexado pela União Soviética no final da II Guerra Mundial.

Com aquela localização, os Iskander – armas de elevada precisão e curto alcance – poderiam atingir toda a Polónia e partes da República Checa e da Alemanha. O director do "think tank" moscovita Centro de Análise Militar, Anatoli Tsiganok, antigo oficial do exército russo, descreveu-os então como “a melhor solução do ponto de vista económico e militar” para cumprir o desejo de Medvedev: “neutralizar” os elementos do escudo norte-americano projectados para a Polónia (dez mísseis interceptores) e República Checa (um radar de detecção).

Os agora revelados planos de suspender esta medida foram recebidos com alguma cautela a Ocidente. “Se for verdade, será, claro, um passo muito positivo”, avaliou porta-voz do embaixador dos Estados Unidos na NATO, Kurt Volker, citado pela agência Reuters. Num primeiro olhar os analistas notam que esta decisão do Kremlin deve ser interpretada como um “gesto da boa vontade de Moscovo para Obama”. “Mas é esperada, em resposta, a decisão de o escudo antimíssil não ser posto na Europa Central”, afirmou à Reuters o analista Ievgeni Volk, do "think thank" moscovita Heritage Foundation.

Medvedev conversou com o novo Presidente norte-americano há dois dias, em telefonema feito de Washington para Moscovo. Os dois líderes deverão encontrar-se, pela primeira vez, face a face durante a reunião do G20, de 2 de Abril próximo, em Londres.

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Anónimo

Povos Germanicos - Alemães, Austriacos, parte da Suiça formam o grupo Alemão de "tribos" ...

Anónimo

28.01.2009 16:04

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