A Rússia não vê “sinais de transformação do programa nuclear iraniano num programa com finalidade militar”, disse numa conferência de imprensa em Moscovo o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Riabkov.
“Sobre isto, estamos inteiramente solidários com as conclusões do último relatório do director da AIEA”, a Agência Internacional de Energia Atómica. Apesar de seis anos de investigações, a agência da ONU que se ocupa do nuclear ainda não consegue confirmar se o programa nuclear de Teerão é totalmente pacífico e serve apenas para produzir electricidade, como garantem as autoridades da República Islâmica.
Num relatório de Fevereiro, a agência lamenta a continuação das operações de enriquecimento de urânio no Irão e a ausência de progressos “substanciais” no inquérito sobre a eventual natureza militar do programa.
A Rússia tem recusado aprovar novas sanções contra Teerão, um dos seus parceiros na região, mas não defende que o Irão possa ter acesso à arma atómica. Um antigo general russo, Vladimir Dvorkin, estimou no dia 12 que o Irão poderá fabricar a bomba daqui a um ou dois anos.


