Abdullah Abdullah, que deve enfrentar a 7 de Novembro o Presidente Hamid Karzai na segunda volta das presidenciais afegãs, disse hoje que esse é “o único cenário” possível, recusando qualquer acordo político com o adversário.
Apesar de Karzai ter dito que aceitará a segunda volta, decidida depois de uma investigação às fraudes na eleição de 20 de Agosto ter diminuído os seus votos para menos de 50 por cento, em Cabul continua a especular-se sobre um eventual acordo. “Não fui pressionado pela comunidade internacional”, assegura Abdullah, o ex-mujahedin que foi ministro dos Negócios Estrangeiros de Karzai no seu primeiro governo.
“Sobre a segunda volta, o meu único desejo é que aconteça na data prevista, em boas condições, tanto no plano da segurança como da transparência”, declarou o tajique numa conferência de imprensa em Cabul.
Abdullah contou ter telefonado ontem à noite a Karzai para o “felicitar por ter concordado com a organização de uma segunda volta”. Segundo o porta-voz das Nações Unidas, Aleem Siddique, “os preparativos para a segunda volta foram todos lançados, o material de voto foi reunido e será enviado a partir de amanhã para os centros espalhados pelo país”.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse entretanto que devem ser substituídos metade dos responsáveis que estiveram envolvidos nas eleições de Agosto. São 200 pessoas que foram cúmplices na fraude e que devem ser afastadas para assegurar que a nova ida às urnas é “transparente e credível”.


