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Segundo fontes militares citadas pelo "Haaretz"

Retirada israelita deverá estar concluída até à tomada de posse de Obama

19.01.2009 - 16:29 Por PÚBLICO

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Soldados e blindados contionuam a sair do território palestiniano Soldados e blindados contionuam a sair do território palestiniano (Ronen Zvulun/Reuters)
Blindados e tropas israelitas continuam a sua retirada da Faixa de Gaza, dois dias depois do anúncio de cessar-fogo unilateral, e fontes militares adiantam mesmo que a evacuação deverá estar concluída até à tomada de posse do novo Presidente dos EUA.

A informação é avançada pela edição online do jornal Israel “Haaretz” que cita fontes militares, que pediram para não ser identificadas, uma vez que o calendário de retirada não foi tornado público. Confrontado com estes dados, o porta-voz do Governo, Mark Regev, escusou-se a comentar, reafirmando apenas que, se a acalmia das últimas horas não for interrompida, “a retirada pode ser quase imediata”, adianta o jornal.

A rapidez da retirada confirma as previsões dos analistas, que há vários dias anteviam que a ofensiva – desencadeada a 27 de Dezembro para pôr fim ao disparo de “rockets” contra o seu território – estaria concluída até à entrada em funções da Administração de Barack Obama, menos receptiva a iniciativas deste género em comparação com o executivo liderado por Bush.

Ontem, horas depois de o Hamas ter decretado o seu próprio cessar-fogo, o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, garantiu que Israel não pretendia perpetuar a presença na Faixa de Gaza, território de onde retirou as suas forças em 2004. “Não pretendemos conquistar Gaza, nem controlá-la [...], queremos sair de Gaza tão rápido quanto possível”, afirmou Olmert, ao receber os líderes do Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e República Checa, que ontem estiveram em Jerusalém.

Apesar de 20 “rockets” terem sido lançados contra o deserto de Negev já depois de ter decretado o cessar-fogo, o primeiro-ministro israelita entende que a ofensiva cumpriu os objectivos traçados, tanto mais que americanos, europeus e o próprio Egipto se comprometeram a contribuir para que o Hamas não volte a rearmar-se.

No entanto, a opinião pública israelita está divida quanto ao sucesso da operação e mesmo entre os militares, muitos lamentam ter de abandonar Gaza sem ter conseguido a libertação de Gilad Shalit, o soldado israelita capturado no Verão de 2006 por um comando palestiniano, que incluía membros do Hamas.

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intocàveis

Quem toca nas crianças, morre. Seja Israelita ou Palestiniano.

Fernando Loureiro

20.01.2009 18:23

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