• Do Brasil a Portugal vão 6764.257 km de ilustração
  • Dead Combo e skates na passerelle
  • Energia de bicicletas para o DJ tocar

Telemóvel do ex-director do FMI estaria a ser escutado no partido de Sarkozy

Renasce a teoria da conspiração no caso de Dominique Strauss-Kahn

26.11.2011 - 20:47 Por Ana Fonseca Pereira

  • Votar 
  •  | 
  •  16 votos 
Strauss-Kahn foi preso em Nova Iorque em Maio Strauss-Kahn foi preso em Nova Iorque em Maio (Charles Platiau/REUTERS)
Regressa a teoria da conspiração ao caso em que o ex-director do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn foi acusado de violar uma empregada de hotel em Nova Iorque: um jornalista de investigação norte-americano levanta a suspeita de que o seu telemóvel, desaparecido desde o dia em que ele foi detido, estaria a ser vigiado por pessoas ligadas ao partido do Presidente francês.

Uma investigação do jornalista Edward J. Epstein para a “New York Review of Books” e avançado ontem também no “Financial Times” baseia-se em documentos cedidos pelos procuradores e a defesa do ex-dirigente socialista, que na altura do escândalo, em Maio, era o político que mais franceses queriam ver como o próximo Presidente da República.

Em França, a viver já em ambiente de pré-campanha para as presidenciais de Abril, e numa altura em que o nome de DSK (como é conhecido) regressou à ribalta, citado numa investigação sobre uma rede de prostituição de luxo, esta notícia agitou águas já turbulentas.

Na versão resumida da investigação, publicada ontem no "Financial Times", Epstein cita “várias pessoas próximas” do director-geral do FMI, segundo as quais ele foi informado por uma “amiga a trabalhar temporariamente como investigadora para a UMP” de que pelo menos um email que enviara à mulher através do seu Blackberry “tinha sido lido nos escritórios” do partido no poder. O alerta terá levado DSK “a suspeitar que poderia estar sob vigilância electrónica em Nova Iorque”, escreve o jornalista.

A intenção de DSK seria pedir a um amigo que fizesse uma peritagem ao telemóvel, no regresso a Paris. Segundo os registos telefónicos, naquela manhã, DSK usou o aparelho para avisar a filha que chegaria tarde ao almoço que tinham combinado. Mas, horas mais tarde, a caminho do aeroporto, ter-se-á apercebido de que o tinha perdido.

Apesar de o Blackberry nunca ter sido encontrado, Epstein adianta que o circuito de GPS (que possibilita a localização do aparelho) foi desligado ao início da tarde e, dados recolhidos recentemente, indiciam que não terá chegado a sair do Sofitel.

“A ideia de que o que aconteceu a Strauss-Kahn teve qualquer tipo de cumplicidade por parte da UMP é uma grande manipulação”, disse Jean-François Copé, secretário-geral do partido no poder.

Estatísticas

  • 22 leitores
  • 20 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1522707

Comentário + votado

O mundo a preto e branco...

Querida Sara, ninguém contesta a conduta reprovável que DSK tinha com mulheres, a questão aqui não ...

Ricardo

28.11.2011 16:57

X

Mais em Mundo (8 de 10 artigos)

Abdelillah Benkirane, líder do PJD, será o próximo primeiro-ministro Islamistas moderados são os mais votados nas primeiras legislativas de Marrocos