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Os "factos no terreno" provam políticas discriminatórias de habitação

Relatório da União Europeia diz que Israel está a anexar Jerusalém Oriental

07.03.2009 - 12:15 Por Dulce Furtado

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O Governo israelita está a usar programas de expansão de colonatos e de demolições de casas e políticas de habitação discriminatórias para conseguir a “anexação ilegal” de Jerusalém Oriental, segundo denúncia de um relatório confidencial da União Europeia (UE) obtido e divulgado hoje pelo diário britânico "The Guardian".
Obras de construção de um novo colonato próximo de Jerusalém Oriental Obras de construção de um novo colonato próximo de Jerusalém Oriental (AMMAR AWAD/Reuters)

De acordo com aquele documento, datado de 15 de Dezembro de 2008, Israel está persistentemente a pôr em causa a credibilidade da Autoridade Palestiniana naquele território e a enfraquecer o apoio às conversações de paz. Numa crítica muito dura, o relatório dos chefes de missão da UE em Jerusalém Oriental sustenta que “as acções de Israel dentro e à volta de Jerusalém constituem um dos maiores desafios ao processo de paz israelo-palestiniano”.

Reconhecendo as “preocupações legítimas” de Israel em relação às questões de segurança em Jerusalém, a missão da UE sublinha, porém, que “muitas das actuais linhas de acção ilegais em prática dentro e à volta da cidade têm muito poucas justificações de segurança” – exemplificando com “os factos no terreno” para demonstrar que o propósito de Telavive é o de “aumentar a presença de israelitas judeus em Jerusalém Oriental e enfraquecer a comunidade palestiniana na cidade”, além de “impedir o desenvolvimento urbano palestiniano e separar Jerusalém Oriental do resto da Cisjordânia”.

São estes os “factos no terreno” enumerados pelo documento: novos colonatos, construção do muro, políticas discriminatórias de habitação, demolições de casas, regime restritivo de licenças de construção e o continuado encerramento de instituições palestinianas.

A divulgação deste documento surge num momento em que as políticas israelitas para Jerusalém Oriental estão a gerar intensas preocupações. Ainda no início desta semana, um relatório divulgado pelo movimento anti-colonatos Paz Agora dava conta que o Ministério da Habitação israelita tinha planos para a construção intensiva de colonatos que praticamente duplicariam o actual número de colonos nas zonas ocupadas da Cisjordânia: tratava-se de projectos de construção de 73 mil casas, quase seis mil delas em bairros de Jerusalém Oriental.

Um porta-voz daquele ministério – cuja composição deverá ser refeita na sequência da tomada de posse do novo Governo israelita saído das eleições legislativas – reagiu então àquela denúncia afirmando que se tratam “apenas de projectos preliminares” de planificação urbana, os quais só se tornam operacionais após receberem luz verde “de pelo menos cinco instâncias oficiais”.

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Comentário + votado

RAZÂO

SR LCF: Só agora me foi possível responder à sua ultima mensagem.Como posso concluir,estamos de ...

Anónimo

08.03.2009 15:44

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