Reino Unido: Brown deverá anunciar reforço de 500 soldados para o Afeganistão 
14.10.2009 - 08:44 Por PÚBLICO
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, deverá anunciar hoje ao fim da manhã um reforço militar para o Afeganistão, num contingente modesto de mais 500 soldados, numa muito esperada declaração ao Parlamento, depois do aumento feito já no Verão.
Desde então a presença britânica naquele teatro de guerra subiu das 8.300 para as nove mil tropas, visando especificamente proporcionar um aumento de segurança no período pré-eleitoral. Agora, na sequência de inúmeros apelos ao reforço militar no terreno, sobretudo dos Estados Unidos, Londres parece perfilar-se na linha da frente para dar resposta ao pedido de aumento de tropas da NATO nos esforços internacionais no Afeganistão – apesar da crescente impopularidade da guerra no Reino Unido.
Neste último ano as forças britânicas sofreram as mais elevadas perdas de sempre, com mais de 50 soldados mortos desde Junho e, assim, elevando o balanço dos oito anos de conflito para os 221 soldados do Reino Unido que morreram no Afeganistão.
Os media britânicos dão todos como quase certo o anúncio do reforço de 500 soldados, mas o porta-voz de Brown foi cauteloso: “Quaisquer decisões sobre o número das tropas dependem de uma série de circunstâncias, incluindo que os soldados devem estar devidamente equipados e que estamos de acordo com os nossos aliados sobre o que é necessário no terreno”, afirmou, citado pela agência noticiosa britânica Reuters. Avançou apenas que a haver um aumento das tropas britânicas estas “estariam envolvidas em treinos [das forças de segurança afegãs], mas não exclusivamente”.
Estão actualmente no Afeganistão umas cem mil tropas ocidentais, na sua grande maioria norte-americanos. Só os Estados Unidos detêm um contingente de 65 mil soldados e é possível que também esse número seja aumentado até ao final do ano – para 68 mil – depois de uma recomendação feita pelo comandante militar norte-americano no Afeganistão, Stanley McCrystal. Este, de resto, pede mesmo mais umas 40 mil tropas no terreno já para o próximo ano sob pena de os esforços da coligação ocidental falharem.
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