O ministério sírio do Interior disse hoje que o regime vai continuar as suas “operações” contra os “grupos terroristas” de Homs, a cidade onde se regista uma forte contestação ao regime de Bashar al-Assad, até ao restabelecimento da “segurança e da ordem”.
“O ministro do Interior assegura que as operações de perseguição aos grupos terroristas vão continuar até que a segurança e a ordem sejam restabelecidas em todos os bairros da cidade de Homs e respectiva província e até que se neutralizem todas as pessoas armadas que aterrorizam os cidadãos e colocam as suas vidas em perigo”, indicou o ministério em comunicado divulgado pela agência Sana.
De acordo com o ministério os “grupos terroristas armados cometeram nas últimas semanas assassinatos atrozes que custaram a vida a centenas de inocentes”.
Por seu lado, o ministério indicou que os confrontos de ontem em Homs provocaram a morte a seis membros das forças de segurança, provocando igualmente ferimentos em outros 11.
Do lado dos civis a estimativa é, porém, bem mais pesada. Os conflitos que ocorreram ontem na Síria entre os contestatários ao regime do Presidente e o regime de Bashar al-Assad provocaram a morte a perto de 100 pessoas, segundo o Observatório Sírio dos Direitos do Homem (OSDH).
De acordo com o observatório, o balanço dos civis mortos eleva-se a 98, 69 dos quais em bombardeamentos contra a cidade de Homs e contra as localidades de Rastane, Qousseir e Houla.
A cidade de Homs está, porém, a ser a mais massacrada. “Os bombardeamentos não cessaram durante a noite. A cada cinco minutos ouvimos quatro explosões”, afirmou à AFP Abu Rami, um habitante de Homs contactado telefonicamente pela AFP.
“A situação humanitária é terrível e ninguém ousa andar pela rua, os atiradores estão por todo o lado”, disse ainda Abu Rami.
A intensificação dos confrontos na Síria acontece numa altura em que o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, se prepara para visitar hoje o país, um aliado tradicional no Médio Oriente, para se encontrar com o Presidente Bashar al-Assad.
A Rússia e a China bloquearam uma resolução da ONU que previa novas sanções contra o regime sírio.
Notícia actualizada às 09h15



