• Petiscos com frango, das moelas à batata doce
  • Do Brasil a Portugal vão 6764.257 km de ilustração
  • Já cheira a Verão

Resultados devem ser conhecidos apenas amanhã

Referendo europeu: 13 por cento dos eleitores irlandeses votaram durante a manhã

12.06.2008 - 18:21 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
As sondagens dão uma vantagem ligeira ao "sim", mas o número de indecisos é muito elevado As sondagens dão uma vantagem ligeira ao "sim", mas o número de indecisos é muito elevado (Andrew Winning/Reuters)
A taxa média de participação no referendo irlandês ao Tratado de Lisboa foi de 13 por cento até à hora de almoço, noticiou a imprensa irlandesa, adiantando que os primeiros resultados só devem ser conhecidos amanhã.

As urnas abriram às 07h00 de hoje (mesma hora em Lisboa) e só vão encerrar às 22h00, mas os resultados só vão ser conhecidos sexta-feira à tarde e, segundo a imprensa irlandesa, não estão previstas sondagens à boca das urnas.

A contagem dos votos é iniciada sexta-feira de manhã, às 09h00 locais, nas 43 circunscrições eleitorais, que depois transmitirão os respectivos resultados ao centro eleitoral instalado em Dublin para a contagem conjunta dos votos.

A imprensa irlandesa prevê que os resultados totais só devam ser anunciados pelas 18h00, mas planeia noticiar os resultados das circunscrições à medida que estes vão sendo divulgados.

Os cadernos eleitorais foram actualizados em 2007 e, pela primeira vez na história do país, o universo de eleitores ultrapassa os três milhões.

A taxa de participação vai determinar, em grande medida, o resultado final, na medida em que as últimas sondagens apontavam para uma grande divisão do eleitorado e mais de 20 por cento de indecisos.

Segundo analistas, uma abstenção elevada beneficiaria o “não” – defendido pelo Sinn Fein e pequenas organizações pacifistas, esquerdistas e conservadoras –, em detrimento do sim, defendido pelo governo, principais partidos da oposição, a maioria dos sindicatos e a principal organização patronal.

Depois de votar, esta manhã em Tullamore (Oeste), o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, disse-se confiante “na vitória do 'sim'”, congratulando-se com a campanha “positiva e honesta” do “sim”.

Já o líder da campanha pelo “não”, o milionário irlandês Declan Ganley, falou à imprensa depois de votar em Horseleap Cross (Oeste) para defender que uma vitória do “não” vai “obrigar a União Europeia a democratizar” as suas instituições. “A Irlanda é o único país que convoca um referendo. Seja qual for o resultado final, esta é a voz dos irlandeses e este é um bom dia para a democracia”, sublinhou.

A Irlanda é o único dos 27 Estados-membros da UE a submeter o novo tratado europeu à aprovação dos eleitores, já que os restantes países optaram pela ratificação por via parlamentar, acelerando um processo que os líderes europeus querem concluir sem surpresas até ao final do ano. Contudo, para entrar em vigor o tratado terá de ser ratificado por todos os Estados, pelo que cabe aos irlandeses (um por cento dos 495 milhões de cidadãos da UE) a decisão sobre o futuro institucional da comunidade.

Estatísticas

  • 7 leitores
  • 11 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1332151

Comentário + votado

Goste-se ou não

Goste-se ou não o Nuno Cabrita tem razão, escusava é de chamar ignorante a uma catrafada de ...

Henrique Costa

13.06.2008 10:08

X

Mais em Mundo (9 de 10 artigos)

A explosão matou seis activistas do Hamas e um bebé de quatro meses Sete mortos numa explosão na Faixa de Gaza