A marinha francesa resgatou mais seis corpos de ocupantes do voo AF 447, que na segunda-feira, 1 de Junho, caiu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo.
Os corpos foram recuperados pelo navio francês Mistral e o número de cadáveres resgatados é já de 50, disseram fontes citadas pela imprensa brasileira.
“Temos conhecimento de que existem mais seis corpos a bordo do navio anfíbio Mistral”, disse um porta-voz da Marinha brasileira, vice-almirante Edison Lawrence, hoje, no Recife. A mesma fonte acrescentou que os corpos terão sido encontrados na noite de quinta para sexta-feira, mas não soube precisar onde foram localizados.
As operações de busca dos aviões da Força Aérea Brasileira foram agora deslocadas para uma zona a Oeste do ponto inicial das buscas, acompanhando o movimento das correntes marítimas, o que permitiu avistar mais destroços.
Entretanto, a análise aos 37 objectos que constituem o primeiro lote de destroços do Airbus A 330 da Air France reforça a hipótese de não ter existido uma explosão ou um incêndio durante a queda, que é também sustentada por informações não confirmadas relativas à peritagem dos 16 corpos de vítimas do acidente que já começaram a ser feitas no Recife
Algumas das vítimas terão sido ejectadas para fora do aparelho e todas morreram asfixiadas durante a queda, devido à despressurização da cabina, diz a revista Veja, citando fontes próximas das investigações.
Os mesmos peritos dizem que os corpos já analisados têm vestígios de morte por asfixia, nomeadamente hemorragias junto às raízes dentárias, mas o estado de decomposição em que se encontram tornará mais difícil comprovar essa tese.
A análise a estes cadáveres sugere também que a maior parte da fuselagem terá caído intacta no oceano.
Continuam entretanto em aberto as hipóteses de virem as ser encontrados mais corpos. Para o brigadeiro Ramon Cardoso, porta-voz da Força Aérea Brasileira, teoricamente será possível encontrar corpos até ao dia 20 e as buscas deverão prosseguir até dia 25.



