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Empresário promete recompensa de 1,7 milhões de dólares

Rebeldes líbios oferecem amnistia a quem capturar Khadafi, vivo ou morto

24.08.2011 - 15:16 Por Dulce Furtado, Isabel Gorjão Santos

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Jalil ofereceu amnistia a quem capturar Khadafi Jalil ofereceu amnistia a quem capturar Khadafi (Esam Al-Fetori/Reuters)
Três dias depois da chegada a Trípoli, e horas após terem entrado no complexo militar de Khadafi sem encontrar vestígios do coronel, os rebeldes líbios ofereceram amnistia a quem o capturar, vivo ou morto.

O anúncio foi feito pelo líder do Conselho Nacional de Transição líbio, Mustafá Abdel Jalil, e o objectivo é convencer os próprios homens de Muammar Khadafi a entregarem o coronel aos rebeldes. Pela captura de Khadafi está também a ser oferecida uma recompensa de 2 milhões de dinares líbios (cerca de 1,7 milhões de dólares).

A recompensa foi oferecida por um empresário líbio que Jalil não identificou, e a oferta é uma tentativa de explorar as divisões entre as forças de Khadafi que integram mercenários contratados para defender o regime, sublinhou Jon Leyne, o correspondente da BBC em Bengasi, o bastião dos rebeldes.

“O Conselho Nacional de Transição anuncia que qualquer pessoa do círculo de Khadafi que o capturar ou matar terá uma amnistia e perdão por qualquer crime que tenha cometido”, anunciou Jalil em conferência de imprensa. “O regime de Khadafi não acaba enquanto ele não for capturado, vivo ou morto”, adiantou.

Junto ao complexo militar de Bab al-Aziziyah, que ontem foi tomado pelos rebeldes e onde se pensava que Khadafi poderia estar, continua a haver confrontos entre as forças do CNT e soldados leais ao regime. No hotel Rixos, que esteve cercado pelas forças de Khadafi, foram libertados os cerca de 30 jornalistas estrangeiros que ali estiveram retidos. As forças leais ao regime já terão perdido o controlo de cerca de 95 por cento do território líbio, segundo um porta-voz dos rebeldes citado pela estação de televisão Al-Jazira.

O coronel não aparece em público desde Junho, mas na última madrugada voltou a dirigir-se aos líbios e não esmoreceu o seu tom de desafio. Já depois de os rebeldes tomarem o complexo fortificado que lhe servia de último bastião em Trípoli, jurou continuar a lutar contra a “agressão” ao seu regime. E adiantou que a retirada de Bab al-Aziziyah foi “táctica”. A mensagem áudio tinha sido gravada previamente, Khadafi permanece escondido em parte incerta.

Junto ao complexo militar de Bab al-Aziziya, que ontem foi tomado pelos rebeldes e onde se pensava que Khadafi poderia estar, continua a haver confrontos entre rebeldes e soldados leais ao regime. E o hotel Rixos, onde estão os jornalistas estrangeiros presentes em Trípoli, está bloqueado pelas forças de Khadafi que já terão perdido o controlo de cerca de 95 por cento do território líbio, segundo um porta-voz dos rebeldes citado pela estação de televisão Al-Jazira.

De Trípoli chegam relatos de confrontos em vários pontos da cidade, mas sobretudo no bairro do complexo de Bab al-Aziziyah. O correspondente da AFP no local descreveu grossas colunas de fumo e disparos de armas ligeiras e pesadas.

A jornalista da BBC News Rana Jawad, que se encontra na zona leste da capital líbia, relata que ali “as coisas estão muito mais calmas”. “Os disparos de celebração [da tomada da cidade] já pararam completamente, mas permanece um ambiente de nervosismo entre os residentes de que a luta ainda não acabou”.

Não se sabe quantas pessoas morreram nos confrontos na capital líbia, mas uma estimativa dos rebeldes aponta para cerca de 400 mortos e 2000 feridos. Na capital, uma das principais preocupações é agora a situação humanitária, porque a comida começa a escassear e faltam medicamentos nos hospitais.

Um médico que trabalha no hospital central de Trípoli contou à BBC que na terça-feira tratou mais de 30 pessoas com vários ferimentos e que pelo menos 15 rebeldes morreram. “Ter um cirurgião no local talvez tivesse evitado algumas destas mortes”.

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