Realização de reunião pedida por Portugal dependerá de encontro do Grupo do Líbano

24.07.2006 - 17:39
A realização de uma reunião extraordinária dos chefes da diplomacia da União Europeia sobre o Médio Oriente, pedida por Portugal, dependerá dos resultados do encontro do Grupo do Líbano, que decorre quarta-feira em Roma, Itália.
Fonte da presidência finlandesa da União Europeia (UE) avançou que Helsínquia já tem conhecimento do pedido do ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, e que não afasta a possibilidade de convocar os ministros, mas sublinha que qualquer decisão está dependente das conclusões da conferência internacional do Grupo do Líbano, constituído pela França, Reino Unido, Itália, União Europeia, Estados Unidos, Egipto e Banco Mundial.
No encontro da próxima quarta-feira em Itália o grupo pretende encontrar uma solução para o conflito no Médio Oriente num encontro que foi convocado pela secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice.
Luís Amado pediu hoje numa carta enviada à presidência finlandesa da UE uma reunião extraordinária dos chefes da diplomacia dos 25 para debater a situação no Médio Oriente. "Esta proposta do Governo português insere-se na sua vontade de ver a UE activamente envolvida na solução deste conflito falando e agindo a uma só voz", refere um comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Fonte da presidência finlandesa acrescentou que o pedido está a "ser discutido" em Helsínquia e deverá fazer parte da agenda da reunião do COREPER (Comité dos Representantes Permanentes), constituído pelos embaixadores dos 25, que se reúnem sexta-feira em Bruxelas.
O Governo português justificou o pedido com "os rápidos desenvolvimentos político-diplomáticos, o prolongamento dos confrontos militares e a deterioração da situação humanitária" que justificam "a convocação dessa reunião", segundo o comunicado.
No passado dia 12, Israel iniciou uma ofensiva militar contra o Líbano, após a captura de dois soldados israelitas pela milícia xiita libanesa Hezbollah.
Os ataques contra o Líbano provocaram já centenas de mortos e pelo menos meio milhão de refugiados.

