A morte do líder norte-coreano Kim Jong-il já suscitou uma série de reacções internacionais, nomeadamente da China, um dos raros aliados do fechado regime norte-coreano.
China: Pequim expressou oficialmente as suas “profundas condolências” pela morte do dirigente norte-coreano Kim Jong-Il. “Expressamos a nossa mágoa e estendemos as nossas condolências ao povo da Coreia do Norte”, indicou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, Ma Zhaoxu, citado pela agência Xinhua. A influência económica chinesa sobre o seu vizinho norte-coreano tem aumentado muito nos últimos anos especialmente depois de a Coreia do Sul e a maioria das nações ocidentais terem interrompido a sua ajuda ao regime de Pyongyang face à ameaça nuclear.
Japão: O governo japonês exprimiu hoje as suas condolências após a morte de Kim Jong-Il, o dirigente da Coreia do Norte, país com o qual o Japão nunca manteve relações diplomáticas. “O governo exprime as suas condolências após o súbito anúncio da morte do Presidente da Comissão de Defesa Nacional da Coreia do Norte, Kim Jong-Il”, declarou o porta-voz do governo, Osamu Fujimura, durante uma conferência de imprensa. “O governo japonês espera que esta situação não tenha consequências negativas para a paz e para a estabilidade na península coreana”, acrescentou. O Japão - que ocupou a península coreana na primeira metade do século XX - manteve uma relação tensa e até mesmo hostil com a Coreia do Norte desde a Guerra da Coreia (1950-53). O Japão sente-se directamente ameaçado pelos mísseis norte-coreanos e pelos seus ensaios nucleares. Por seu lado a Coreia do Norte vê no Japão uma potência imperialista e recrimina Tóquio por nunca ter pedido claramente desculpas pelos crimes cometidos durante a colonização da península.
EUA: Até ao momento os EUA reagiram com prudência à morte de Kim Jong-Il, insistindo na importância de se assegurar a estabilidade na região e evitando comentar directamente a morte de um dos seus “inimigos” mais imprevisíveis e instáveis. “Estamos a seguir de perto as informações sobre a morte de Kim Jong-Il. O Presidente (Barack Obama) já foi posto ao corrente e estamos em contacto estreito com os nossos aliados na Coreia do Sul e no Japão”, declarou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. “Continuamos comprometidos com a estabilidade na península coreana, com a liberdade e a segurança dos nossos aliados”, acrescentou Carney num curto comunicado emitido por Washington.
Coreia do Sul: Logo depois do anúncio da morte do líder do país vizinho, o Exército da Coreia do Sul declarou o alerta e o Governo de Seul colocou em marcha um plano de emergência.
Reino Unido: A morte do dirigente Kim Jong-il “poderá ser um ponto de viragem para a Coreia do Norte”, estimou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague. “Esperamos que o novo poder perceba que é envolvendo-se na comunidade internacional que terá as melhores hipóteses de melhorar as condições de vida do povo norte-coreano”, declarou Hague em comunicado. “Encorajamos a Coreia do Norte a trabalhar em prol da paz e da segurança e a tomar as medidas necessárias para permitir a continuação das negociações multipartidárias de desnuclearização da península coreana”, acrescentou.
Rússia: A Rússia - que, a par da China, é um dos poucos países a manter relações diplomáticas e económicas com a Coreia do Norte - apresentou hoje as suas condolências pela morte de Kim Jong-il. O Presidente Dmitri Medvedev dirigiu as suas palavras de pesar ao filho mais novo e sucessor de Kim Jong-il, Kim Jong-un. No final de Agosto o falecido líder coreano visitou a Rússia e encontrou-se nessa ocasião com o Presidente Medvedev durante uma cimeira que decorreu na Sibéria centrada na ajuda alimentar à Coreia do Norte.



