Os principais responsáveis políticos mundiais estão a reagir com satisfação ao anúncio da morte do inimigo "número um" do Ocidente: Osama Bin Laden, líder da al-Qaeda e primeiro responsável por atentados terroristas tão devastadores como os de 11 de Setembro de 2001. Mas a luta contra o terror não acabou. "Temos de permanecer vigilantes", alerta Angela Merkel.
União Europeia, declaração conjunta do presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso: “Bin Laden foi um criminoso responsável por atentados que custaram a vida de milhares de inocentes. A sua morte é uma grande conquista nos nossos esforços para acabar com o terrorismo no mundo, [agora] um lugar mais seguro, e demonstra que estes tipos de crimes não ficam impunes. [A UE mantém o] apoio aos Estados Unidos, aos parceiros internacionais e aos amigos do mundo muçulmano para combater o flagelo do extremismo global.”
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU: "A morte de Osama Bin Laden anunciada pelo Presidente Obama é uma viragem na luta global contra o terrorismo."
Jerzy Buzek, presidente do Parlamento Europeu: “Acordámos num mundo mais seguro esta manhã. Embora a luta da comunidade internacional contra os terroristas não tenha acabado, foi dado um passo importante contra a al-Qaeda, para dar segurança a milhões de pessoas, de todas as religiões, que acreditam numa coexistência pacífica.”
David Cameron, primeiro-ministro britânico: “Osama bin Laden foi responsável pelas maiores atrocidades terroristas que o mundo já viu. É um grande sucesso que ele tenha sido encontrado e que não continue a sua campanha mundial de terror. É tempo de recordar todos os que foram assassinados e de agradecer a quem trabalhou arduamente para nos manter em segurança. O seu trabalho continuará. Congratulo o Presidente Obama e os responsáveis por esta operação.”
Angela Merkel, chanceler alemã: “Osama bin Laden foi responsável pela morte de milhares de pessoas inocentes... As forças de paz foram bem sucedidas na noite passada, mas o terror internacional não foi derrotado. Temos de permanecer vigilantes."
George W. Bush, ex-Presidente dos EUA: “A luta contra o terror continua, mas esta noite a América enviou uma inequívoca: independentemente do tempo que demorar, a justiça será feita.”
Michael Bloomberg, mayor de Nova Iorque: “Os nova-iorquinos esperaram quase dez anos por esta notícia. Espero que que ela traga algum conforto a todos os que perderam entes queridos no 11 de Setembro de 2001.”
Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico: “A minha sincera gratidão ao Presidente Obama e a todos os que empreenderam e executaram esta operação de forma brilhante. O 11 de Setembro foi não foi um ataque apenas contra os EUA, mas contra todos os que partilham dos melhores valores da civilização. Esta operação mostra que quem comete actos de terror contra inocentes serão levados à justiça, demore o que demorar. Esta é uma grande conquista, mas sabemos que a luta contra o terrorismo e contra a ideologia que Bin Laden representa continua tão urgente como até aqui.”
Hamid Karzai, Presidente do Afeganistão: “A luta contra o terrorismo não deve ser feita nas casas dos nossos civis. Ficou provado que Osama não estava em Logar, Farah, Nimroz ou Kandahar. Encontraram-no no Paquistão, vítimas desta guerra desde o início. Apelamos aos talibã que aprendam com o que aconteceu ontem e parem de lutar.”
Salman Bashir, ministro paquistanês dos Negócios Estrangeiros: “A morte de Osama bin Laden ilustra a resolução da comunidade internacional, incluindo o Paquistão, de combater e eliminar o terrorismo. Constitui um enorme golpe nas organizações terroristas de todo o mundo. O Paquistão tem desempenhado um papel significativo nos esforços para eliminar o terrorismo. Partilhámos informações de forma extremamente eficaz com várias agências de inteligência, incluindo as norte-americanas. Vamos continuar a apoiar os esforços internacionais contra o terrorismo. É política declarada que o Paquistão não permitirá que o seu território seja usado para ataques terroristas contra qualquer país.”



