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Candidato às presidenciais exige nova votação

RD Congo: vice-presidente denuncia "fraudes eleitorais" a favor de Kabila

01.08.2006 - 13:49 Por AFP, PÚBLICO

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Trinta e três candidatos concorreram à primeira volta das presidenciais congolesas Trinta e três candidatos concorreram à primeira volta das presidenciais congolesas (Nic Bothma/EPA)
O vice-presidente da República Democrática do Congo e candidato às presidenciais, Azarias Ruberwa, denunciou hoje, em Kinshasa, a existência de "fraudes significativas" nas eleições que decorreram anteontem no país e exigiu a realização de uma nova votação.

De acordo com Ruberwa, líder de um antigo grupo rebelde apoiado pelo Ruanda durante a última guerra na RDP (1998-2003), "a maioria das fraudes foram realizadas a favor do Presidente Joseph Kabila", apelando que sejam corrigidas. "Devem ser organizadas eleições em todas as mesas de voto onde foram constatadas irregularidades graves", defendeu o candidato.

Vinte e cinco milhões de congoleses foram chamados às urnas no último domingo para participarem na primeira volta das eleições presidenciais e legislativas (uma só volta), naqueles que são os primeiros escrutínios livres e pluralistas após mais de 40 anos no ex-Zaire.

De acordo com uma sondagem independente realizada em Kinshasa numa altura em que ainda havia 21 por cento de indecisos, Joseph Kabila surgia como vencedor da primeira volta com quase 38 por cento dos votos, seguido de longe pelo dirigente da oposição Antoine Gizenga (com 7,5 por cento), e Jean-Pierre Bemba (com 6,6 por cento das intenções de voto).

Além de Bemba (que liderava a rebelião apoiada pelo Uganda), concorreu também Azarias Ruberwa. Ambos lutaram na guerra contra Kabila, depuseram as armas e ocuparam cargos de vice-presidentes no Governo de transição saído dos acordos de paz.

Entre os 33 candidatos à primeira volta das presidenciais esteve também o filho de Mobutu, Nzanga Mobutu - numa coligação de saudosistas do ex-ditador - e Guy-Patrice Lumumba, filho do antigo primeiro-ministro eleito em 1960 e assassinado na conturbada fase que se seguiu à independência.

O grande ausente é o histórico da oposição Etienne Tshisekedi e um dos signatários dos acordos de paz de 2003, que boicota estas eleições.

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