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Ilha enfrenta difícil situação económica na ilha

Raul Castro promete mais rigor nas despesas e menos subsídios em 2009

28.12.2008 - 15:43 Por AFP

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A Assembleia Nacional cubana aprovou ontem o aumento da idade da reforma em cinco anos A Assembleia Nacional cubana aprovou ontem o aumento da idade da reforma em cinco anos (Enrique De La Osa/Reuters)
A poucos dias de comemorar o 50º aniversário da revolução cubana, o Presidente Raul Castro anunciou ontem que o regime de Havana vai ser mais rigoroso nas despesas e pretende reduzir os subsídios atribuídos à população, com o objectivo de relançar a depauperada economia da ilha.

Depois de resumir a difícil situação económica do país – que em 2008 foi atingido por três furacões que provocaram graves danos –, Raul Castro declarou que é necessário “racionalizar” as despesas e “eliminar pouco a pouco os subsídios impróprios e excessivos”.

Raul, que sucedeu em Fevereiro ao irmão Fidel, debilitado pela idade e vários problemas de saúde, falava durante a última sessão do ano na Assembleia Nacional, durante a qual foi aprovado uma lei que prevê o aumento em cinco anos da idade de reforma no país (60 anos para as mulheres e 65 anos para os homens), um diploma que considerou “respeitador dos interesses dos trabalhadores e que tem em conta a realidade económica e demográfica do país”.

Para tentar controlar as despesas, será criado, durante o próximo ano, um organismo que ficará na dependência directa do Governo e, em simultâneo, serão reduzidas para metade as deslocações ao estrangeiro dos altos funcionários e quadros das empresas públicas.

Quanto aos serviços oferecidos à população, Raul Castro entende que eles “devem limitar-se a garantir o acesso equitativo de todos os cidadãos aos serviços vitais como a educação, saúde, segurança e assistência social”, sublinhando que “para manter os níveis actuais [de subsidiação] é preciso produzir mais”. Contudo, “se eu não tiver necessidade de trabalhar para satisfazer as minhas necessidades e se me dão coisas gratuitas, eu não vou querer trabalhar”.

O Presidente sublinhou ainda que “cada um deve receber segundo o seu trabalho”, para que os salários voltem a encontrar “o seu verdadeiro valor”. Neste âmbito, deverá ser aprovado no próximo mês um diploma para eliminar os limites máximos e mínimos previsto para os salários – uma medida que entra em ruptura com o dogma do igualitarismo seguido pelo regime comunista cubano.

No final da sessão de ontem, a Assembleia Nacional homenageou o “líder máximo” da revolução cubana, que assinala no próximo dia 1 de Janeiro meio século de vida. Numa “reflexão” publicada hoje pela imprensa local, Fidel Castro defende um maior controlo dos recursos do país, ao mesmo tempo que apoia um regresso ao socialismo “puro e duro” para enfrentar a actual crise económica mundial.

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Raul Castro

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Cuba socialista

28.12.2008 22:55

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