O Presidente Raúl Castro intensificou a repressão em Cuba desde que substituiu no poder o seu irmão Fidel, em Julho de 2006, refere um relatório da organização Human Rights Watch, hoje publicado.
O Governo de Havana estendeu o uso de uma lei “orwelliana” que permite ao Estado punir desde que haja suspeita de que um crime pode ser cometido, uma táctica destinada a intimidar potenciais dissidentes, de acordo com o relatório, citado pelo diário britânico The Guardian.
Intitulado “Um novo Castro, a mesma Cuba”, o relatório denuncia a prisão de dissidentes em condições horríveis, que chegam à tortura. “O Governo de Raúl Castro usa leis draconianas e falsos julgamentos para prender os que se atrevem a exercer as suas liberdades fundamentais”, refere a organização, com sede em Nova Iorque.
O relatório é baseado numa missão clandestina de recolha de informações realizada em Junho, durante a qual foram feitas dezenas de entrevistas em sete das 14 províncias de Cuba. A organização falou com activistas dos direitos humanos, jornalistas, religiosos, sindicalistas, antigos presos políticos e familiares destes.
A Human Rights Watch indica também que o embargo económico de quase três décadas dos Estados Unidas a Cuba dá ao regime de Havana pretexto para acusar os dissidentes de sabotadores apoiados pelos norte-americanos e deveria ser abandonado.
Não é ainda conhecida qualquer reacção de Cuba, que no passado acusou a Human Rights Watch de ser um grupo mercenário pró-americano.



