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Gesto "natural e esperado"

Ramos-Horta "sensibilizado" com apoio de Portugal a eventual candidatura à ONU

10.02.2006 - 11:39 Por Lusa

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Embora reafirme que ainda não é candidato à substituição de Kofi Annan, José Ramos-Horta diz registar o apoio de Portugal Embora reafirme que ainda não é candidato à substituição de Kofi Annan, José Ramos-Horta diz registar o apoio de Portugal (Miguel Silva/PÚBLICO (arquivo))
O chefe da diplomacia timorense manifestou-se hoje "sensibilizado" com o apoio anunciado por Portugal a uma eventual candidatura ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas, num gesto "natural e já esperado".

"O gesto é natural porque existe um acordo entre os Estados membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa [CPLP] para apoiar candidaturas e também o esperava porque são evidentes e fortes as relações entre Portugal e Timor-Leste, e ainda dadas as relações íntimas de amizade que mantenho com dirigentes políticos portugueses", explicou José Ramos-Horta.

Embora reafirme que ainda não é candidato à substituição de Kofi Annan, José Ramos-Horta diz "registar" o apoio de Portugal e salienta que importa seguir o princípio de "em política nunca se dever dizer nunca".

"Aguardo a evolução, mas registo os incentivos de vários governantes e amigos para que me candidate", sublinhou.

José Ramos-Horta salientou que a sua candidatura apenas avançará quando "chegar à conclusão que o Conselho de Segurança, se não for de forma unânime pelo menos com uma maioria bastante grande, considerar que a minha experiência e meu perfil são necessários a essa casa comum que são as Nações Unidas".

O comentário de José Ramos-Horta foi uma reacção à declaração que o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Diogo Freitas do Amaral, proferiu ontem, numa entrevista à SIC Notícias, em que garantiu o apoio de Portugal a uma eventual candidatura a secretário-geral da ONU.

No comentário de hoje, José Ramos-Horta reconheceu a importância que constitui também a posição da China neste processo de substituição de Kofi Annan.

"Se partirmos do pressuposto que cabe a vez à Ásia [de ocupar o cargo], a posição da China é nesta matéria incontornável e decisiva", vincou.

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