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Operação norte-americana resgata dois reféns de piratas na Somália

25.01.2012 - 08:55 Por PÚBLICO

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Os piratas somalis actuam quase sempre capturando navios, sendo raros os sequestros em terra Os piratas somalis actuam quase sempre capturando navios, sendo raros os sequestros em terra (Reuters)
Uma operação da Marinha norte-americana resgatou dois trabalhadores de uma agência de ajuda humanitária raptados e mantidos reféns há mais de três meses por piratas na Somália.

O raide, que decorreu durante esta noite, envolveu helicópteros e uma unidade da tropa especial Seals e, segundo responsáveis da Marinha norte-americana, envolveu um forte tiroteio mas ambos os reféns – uma cidadã americana e um dinamarquês – estão a salvo e não sofreram qualquer ferimento.

Jessica Buchanan e Dane Poul Hagen Thisted foram raptados na cidade de Galkayo, na região somali semi-autónoma de Galmudug em Outubro passado, durante uma missão de ajuda do Danish Demining Group – tendo a agência humanitária já confirmado também o seu salvamento.

Os piratas somalis actuam normalmente no mar, capturando navios nas águas do Oceano Índico e do Golfo de Aden, mantendo as tripulações como reféns até obterem dinheiro em troca da sua libertação. A captura de reféns em terra é muito rara, como é igualmente muito rara a intervenção militar contra refúgios dos piratas para resgatar pessoas sequestradas.

“Este caso é especial, tínhamos uma situação em que um dos reféns sofre de uma doença muito grave e por isso foi tomada a decisão de agir”, explicou o ministro dinamarquês dos Negócios Estrangeiros, Villy Sovndal, numa entrevista esta manhã ao canal TV2 News, aludindo ao caso clínico da norte-americana que, segundo foi revelado no início deste mês, se encontra com uma “possível séria infecção renal”. Sovndal sublinhou ainda que “não se deve pensar que isto é algo que venha a ser feito em casos futuros”.

Os media dinamarqueses avançaram entretanto que os dois funcionários da Danish Demining Group foram postos no voo para o Djibouti, onde se localiza a única base militar norte-americana em África e a maior da França naquele continente.

O presidente da região de Galmudug, Mohamed Ahmed Alim, avançou entretanto que nove piratas foram mortos durante esta operação, que teve lugar perto de Haradheere, e cinco outros capturados. Alim disse à agência noticiosa britânica Reuters que se encontrava numa outra base pirata, em Hobyo, onde tenta negociar a libertação de um jornalista norte-americano sequestrado no sábado passado.

Notícia actualizada às 11h40

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e se fossem os vossos filhos?

é bonito de ver pessoas a defender que os reféns devem ser mantidos reféns, apenas para defender a ...

Miguel Almeida

25.01.2012 15:21

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