Uma operação da Marinha norte-americana resgatou dois trabalhadores de uma agência de ajuda humanitária raptados e mantidos reféns há mais de três meses por piratas na Somália.
O raide, que decorreu durante esta noite, envolveu helicópteros e uma unidade da tropa especial Seals e, segundo responsáveis da Marinha norte-americana, envolveu um forte tiroteio mas ambos os reféns – uma cidadã americana e um dinamarquês – estão a salvo e não sofreram qualquer ferimento.
Jessica Buchanan e Dane Poul Hagen Thisted foram raptados na cidade de Galkayo, na região somali semi-autónoma de Galmudug em Outubro passado, durante uma missão de ajuda do Danish Demining Group – tendo a agência humanitária já confirmado também o seu salvamento.
Os piratas somalis actuam normalmente no mar, capturando navios nas águas do Oceano Índico e do Golfo de Aden, mantendo as tripulações como reféns até obterem dinheiro em troca da sua libertação. A captura de reféns em terra é muito rara, como é igualmente muito rara a intervenção militar contra refúgios dos piratas para resgatar pessoas sequestradas.
“Este caso é especial, tínhamos uma situação em que um dos reféns sofre de uma doença muito grave e por isso foi tomada a decisão de agir”, explicou o ministro dinamarquês dos Negócios Estrangeiros, Villy Sovndal, numa entrevista esta manhã ao canal TV2 News, aludindo ao caso clínico da norte-americana que, segundo foi revelado no início deste mês, se encontra com uma “possível séria infecção renal”. Sovndal sublinhou ainda que “não se deve pensar que isto é algo que venha a ser feito em casos futuros”.
Os media dinamarqueses avançaram entretanto que os dois funcionários da Danish Demining Group foram postos no voo para o Djibouti, onde se localiza a única base militar norte-americana em África e a maior da França naquele continente.
O presidente da região de Galmudug, Mohamed Ahmed Alim, avançou entretanto que nove piratas foram mortos durante esta operação, que teve lugar perto de Haradheere, e cinco outros capturados. Alim disse à agência noticiosa britânica Reuters que se encontrava numa outra base pirata, em Hobyo, onde tenta negociar a libertação de um jornalista norte-americano sequestrado no sábado passado.
Notícia actualizada às 11h40



