• Barthoven, o primeiro bar de música clássica de Lisboa
  • A duquesa de Alba em Portugal
  • "O que há de novo no amor?": este filme é um milagre

Mahmud Ahmadinezhad ultrapassou candidatos mais bem colocados

Rafsanjani enfrenta ultra-conservador na segunda volta das presidenciais iranianas

18.06.2005 - 17:19 Por AFP, PUBLICO.PT

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Rafsanjani não foi além dos 20,1 por cento dos votos Rafsanjani não foi além dos 20,1 por cento dos votos (Abedin Taherkenareh/EPA)
O ex-Presidente iraniano Akbar Hachemi Rafsanjani vai enfrentar na segunda volta das presidenciais o candidato ultra-conservador Mahmud Ahmadinezhad, que ultrapassou os dois candidatos mais cotados pelas sondagens para continuar na corrida.

Segundo os resultados oficiais, Rafsanjani obteve 21,10 por cento dos votos, enquanto o ex-Presidente da câmara de Teerão, o mais conservador dos candidatos em disputa, conseguiu 19,25 por cento das preferências.

Em terceiro lugar, com 17,46 por cento dos votos, ficou o reformador moderado Mehdi Karroubi, antigo presidente do Parlamento e próximo do Presidente cessante, Muhammad Khatami.

Longe das expectativas iniciais ficaram o reformador Mustafha Moin, antigo ministro da Educação, e o conservador Muhammad Baqr Qalibaf, antigo chefe da polícia, apontados pelas sondagens como os mais bem cotados para acompanhar Rafsanjani na segunda volta das presidências.

Segundo o ministério do Interior iraniano, a taxa de participação nas eleições de ontem atingiu os 62 por cento, ou seja inferior à registada em 2001 (66,59 por cento), mas acima das perspectivas iniciais, que apontavam para uma abstenção recorde.

Esta será a primeira vez que as presidenciais no Irão serão decididas à segunda volta, já que até agora todos ex-chefes de Estado tinham conseguido mais de 50 por cento das preferências no primeiro escrutínio.



Akbar Hachemi Rafsanjani

O Washington Post escrevia quinta-feira que ninguém o ultrapassa na capacidade de reinvenção - talvez por isso, Akbar Hachemi Rafsanjani, Presidente do Irão entre 1989 e 1997, é o favorito à vitória nas eleições.
Pilar da Revolução Islâmica, apresenta-se a votos como o homem capaz de conter os excessos dos religiosos e melhorar as relações entre Teerão e Washington. Contraditório, como estas eleições e como o próprio Irão. Considerado a segunda figura mais importante do regime, logo atrás do Guia Supremo, ayatollah Ali Khamenei, Rafsanjani, de 70 anos, lidera hoje o Conselho de Discernimento.
Os que o admiram não esquecem que, em 1988, forçou o ayatollah Khomeini, que lhe havia entregue o comando das Forças Armadas, a aceitar o cessar-fogo com o Iraque. No papel de pragmático moderado que pode gerir "as tensões e confrontos destruidores que impedem um desenvolvimento sério do país", como explicou na justificação da sua candidatura, defendeu durante a campanha as televisões por satélite, a liberdade de beber em privado e um código de vestuário que responda aos desejos de cada um. "Uma ponta de cabelo de mulher a emergir por debaixo da hijab é como uma adaga que atravessa o coração do islão", proclamara, em 2002. Com uma enorme fortuna amealhada nas exportações de pistáchio, Rafsanjani quer aplicar um programa económico liberal.

PÚBLICO


Mahmud Ahmadinezhad

Ahmadinezhad, 49 anos, é tido como o mais conservador. É presidente de Teerão desde 2003 e ex-oficial das forças especiais dos guardas da revolução. Marcou a sua passagem pela capital com restrições impostas aos centros culturais. Durante a campanha chegou a especular-se que poderia desistir a favor de Qalibaf.

PÚBLICO

Estatísticas

  • 10 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1226179

Comentário + votado