Dezanove pessoas, entre as quais dois militares americanos e oito iraquianos, morreram em diferentes ataques ocorridos hoje no Iraque, naquele que é o balanço mais sangrento desde as eleições legislativas da semana passada.
Segundo uma fonte policial, os oito soldados iraquianos morreram num ataque desencadeado por homens armados, que usaram lança-rockets contra um posto de controlo na região de Baaquba, uma cidade a norte de Bagdad. Outros 17 militares ficaram feridos no ataque, o mais mortífero registado na última semana.
Outras quatro pessoas morreram e oito ficaram feridas num atentado-suicida contra uma mesquita xiita em Baladruz, 25 quilómetros a leste de Baaquba. De acordo com as informações disponíveis, o suicida accionou um cinto de explosivos junto aos seguranças colocados à entrada da mesquita, matando quatro pessoas que se encontravam nas imediações.
Baaquba, capital da província de Diyala, é uma cidade dividida entre as comunidades xiita e sunita, sendo palco habitual de confrontos entre grupos armados e os militares iraquianos e americanos. No passado dia 3, 19 soldados morreram na mesma região, quando um engenho artesanal explodiu à passagem de uma patrulha militar.
Em Bagdad, dois soldados norte-americanos morreram quando o carro em que seguiam foi atingido pela detonação de um engenho artesenal, adianta o comando militar dos EUA no país, sem adiantar mais pormenores sobre o incidente.
Também na capital iraquiana, um civil foi atingido por disparos durante uma troca de tiros entre a polícia e grupos armados no bairro de al-Dura, no Sul da cidade.
Ao final da tarde, a televisão árabe al-Jazira noticiou o sequestro de seis cidadãos sudaneses, incluindo um diplomata, em Bagdad. A estação adianta que os seis homens foram capturados após as orações semanais de sexta-feira, tendo um dos reféns entrado em contacto com a embaixada sudanesa, para transmitir as exigências dos sequestradores.


