Quatro soldados libaneses foram mortos esta manhã, quando a sua patrulha foi atacada com um lança-rockets no Vale de Bekaa, no Leste do Líbano, confirmaram às agências responsáveis da segurança. O ataque parece estar ligado a tensões entre tribos locais e o exército e terá sido desencadeado por libaneses que queria vingar a morte de um barão da droga morto em Março.
O exército tem perseguido esta tribo na sequência de vários crimes, segundo disseram responsáveis à Reuters. Para além dos quatro mortos, haverá pelo menos mais um militar ferido com gravidade. Canais de televisão libaneses citados pela AFP dão conta de dois feridos graves.
O veículo em que seguiam os militares foi atacado na localidade de Rayak, 20 quilómetros a sul de Baalbeck, a grande cidade da região de Bekaa. Primeiro com um lança-rockets, em seguida a viatura foi metralhada. De acordo com o site do jornal libanês “L’Orient le Jour”, o ataque foi protagonizado por membros da família Jaafar e o exército está em estado de alerta na região de Bekaa.
Próximos de um barão da droga morto a 27 de Março pelo exército estavam a disparar para o ar em sinal de festejo, sugerindo que o ataque contra a patrulha pode estar ligado a esta morte, escreve o correspondente da AFP. Ali Abbas Jaafar, conhecido traficante da região, foi morto por soldados perto de Baalbeck.
Eram 172 os mandados de captura contra Jaafar: os crimes de que era suspeita incluíam tráfico de droga, tentativas de assassínio de soldados e civis, disparos contra postos militares ou posse de documentos falsos.
O Vale de Bekaa é há muito conhecido como zona de tráfico de droga. Durante a guerra civil (1975-1990), esta era uma indústria generalizada que produzia milhares de milhões de dólares na região. Os traficantes aproveitaram a instabilidade política dos últimos anos e as culturas ilegais regressaram. Recentemente, os raides do exército intensificaram-se.



