Três soldados libaneses e um oficial israelita morreram hoje numa troca de tiros na fronteira entre os dois países. Há ainda relatos de um jornalista libanês morto.
O Presidente do Líbano, Michel Suleiman, disse que o país deveria “resistir à violação israelita da resolução 1701 da ONU – qualquer que seja o custo”. O responsável referia-se à resolução que estabeleceu o cessar-fogo da última ofensiva militar israelita no território, em 2006.
Um responsável dos serviços de segurança libaneses colocado na zona disse à agência francesa AFP que “soldados israelitas dispararam quatro rockets, que caíram próximo de uma posição do Exército libanês em Aadaissé e que o o Exército ripostou”. Aadaissé fica no sector Leste do Sul do Líbano.
Fontes libanesas ouvidas pela Reuters disseram que o incidente começou quando israelitas quiseram cortar uma árvore do outro lado da fronteira. Os libaneses, disse, dispararam tiros de aviso, tendo os israelitas reagido.
A rádio pública de Israel apresentou uma versão diferente: militares israelitas estariam a efectuar trabalhos do seu lado da fronteira quando foram atacados. Israel diz que estava a trabalhar em coordenação com a UNIFIL, a força das Nações Unidas no território, e que vai apresentar queixa contra o Líbano na ONU.
O Sul do Líbano foi palco de uma guerra entre forças israelitas e a milícia xiita libanesa Hezbollah, apoiada pelo Irão e pela Síria, no Verão de 2006. A ofensiva israelita, que se seguiu à captura de dois soldados israelitas pelo Hezbollah, acabou mal para o Exército hebraico, com muitas baixas e acusações de mau planeamento da operação. O Hezbollah disparou centenas de rockets contra o Norte de Israel fazendo poucas vítimas já que a região tem montado um sistema de alerta e abrigos para estas situações.
A operação militar de 2006 terminou com um acordo de cessar-fogo com a renovação da presença de uma força de manutenção de paz da ONU no terreno, a UNIFIL. O incidente de hoje é o mais grave desde então. Israel tem recentemente repetido queixas de rearmamento do Hezbollah.
Notícia actualizada às 15h20



