Quatro ex-paramilitares sérvios foram hoje condenados a penas de prisão de entre cinco e 20 anos, no primeiro julgamento na Sérvia de pessoas implicadas no massacre de Srebrenica, em 1995.
"Os acusados são culpados (...) de terem violado as leis internacionais, matando seis prisioneiros de origem muçulmana (...)", disse a juíza Gordana Bozilovic Petrovic.
Os ex-paramilitares pertenciam à unidade "Escorpiões", implicada na morte de oito mil muçulmanos em Srebrenica, em 1995, no pior massacre na Europa desde o final da Segunda Guerra Mundial.
Os antigos paramilitares Slobodan Medic e Branislav Medic foram condenados a 20 anos de prisão; Pera Petrasevic a 13 anos; e Aleksandar Medic a cinco, enquanto Aleksandar Vukov foi considerado inocente.
A acusação pedia penas máximas de 40 anos de prisão para todos os acusados.
Os paramilitares condenados foram reconhecidos num vídeo difundido em 2005 e que mostrava a execução de seis muçulmanos de Srebrenica. O vídeo foi apresentado no processo de Haia contra o ex-Presidente jugoslavo Slobodan Milosevic, tendo sido igualmente difundido pela televisão sérvia.
A unidade "Escorpiões", dependente do ministério sérvio do Interior, tomou parte nos conflitos da Croácia (1991-1995), da Bósnia (1992-1995) e do Kosovo (1998-1999).



