Quatro civis mortos em confrontos entre o Exército iraquiano e milicianos do Exército de Mahdi

25.03.2008 - 10:48 Por AFP
Pelo menos quatro civis iraquianos morreram em confrontos entre as forças de segurança iraquianas e milicianos xiitas do Exército de Mahdi, em Bassorá. Os confrontos ocorreram depois de Bagdad ter decidido impor a sua autoridade naquela cidade do sul do país.
Para além de quatro vítimas mortais, estes confrontos entre as tropas iraquianas e os milicianos do chefe radical Moqtada al-Sadr, provocaram ainda 18 feridos, de acordo com a polícia, e paralisaram a cidade, principal centro petrolífero do país.
O primeiro-ministro Nuri al-Maliki supervisiona pessoalmente as operações lançadas hoje de madrugada, segundo uma fonte militar britânica.
Ontem, Maliki anunciou que o governo federal iria "restabelecer a segurança e a estabilidade" e impor a ordem na cidade, onde vive um milhão e meio de pessoas e cujo controlo é uma vitória estratégia para o Estado iraquiano.
O primeiro-ministro tinha igualmente salientado, em comunicado, a brutalidade da campanha levada a cabo pelas facções que pôem em causa a segurança da cidade e a dos civis inocentes. No mesmo comunicado, acusava igualmente os "fora da lei" - sem especificar quem - de praticarem tráfico de petróleo, droga e armas.
Na sequência destas declarações, foi imposto um recolher obrigatório na cidade, a 550 quilómetros a sul de Bagdad, a partir de ontem à noite, e testemunhas assinalaram que um número alargado de tropas começou a entrar na cidade para assegurar a sua segurança.
Depois das tropas entrarem, os milicianos do Exército de Mahdi tomaram posição e os combates começaram de madrugada.
Bassorá é palco de uma luta de influências entre as facções xiitas rivais, depois da retirada, em meados de Dezembro, das forças britânicas que ocupavam a região desde Março de 2003.
O movimento de Moqtada al-Sadr acusa o governo de servir os interesses do seu rival ao seio da comunidade xiita, o Conselho Supremo Islâmico Iraquiano de Abdel Aziz Hakim. O governador da cidade, Mohammed al-Waelli, pertence a uma outra formação xiita, o partido Fadhila, muito influente no sector petrolífero, onde o Estado vai buscar a quase totalidade dos seus rendimentos.


