Quase um belga em cada dois estima que o nazismo tinha “ideias interessantes”

13.10.2011 - 12:24 Por AFP
Quase um belga em cada dois (43%), numa proporção idêntica entre francófonos e flamengos, estima que o nazismo tinha “ideias interessantes”, ao passo que a outra metade (44%) estima precisamente o contrário: que é preciso “rejeitar em bloco” essa ideologia totalitária e racista, segundo uma sondagem publicada hoje na edição belga da revista “Paris Match”.
Aqueles que conferem alguma legitimidade ao nazismo fundamentam a sua opinião afirmando que este regime defende os interesses nacionalistas, nomeadamente ao nível económico.
Os belgas interrogados indicam, na sua maioria, estar bem informados sobre o nazismo. Mas a estatística é procupante na faixa de pessoas com menos de 25 anos. Aqui, mais de 50% dos inquiridos admitiu ignorar que o antisemitismo está na génese da ideologia nazi e apenas 26% destes inquiridos sabia que o nazismo pregava o princípio de uma raça ariana superior.
A maioria dos belgas (86%) admite que a ideologia nazi existe ainda nos nossos dias, sob outras formas.
Quarenta e nove por cento dos inquiridos estima ainda que o actual contexto político da Bélgica - que continua sem governo, há mais de um ano, e que não consegue que os seus líderes flamengos e francófonos cheguem a um entendimento - é propício a um ressurgimento de ideologias de inspiração nazi.
A sondagem foi realizada através da Internet nos dias 7, 8 e 9 de Outubro entre um universo representativo de 1000 belgas a partir dos 16 anos. O estudo foi levado a cabo pela empresa Dedicated Research.


