Pyongyang renova ameaças à Coreia do Sul com a chegada de Obama à Ásia

13.11.2009 - 09:40 Por PÚBLICO
O exército norte-coreano relançou hoje as ameaças contra Seul de estar pronto a travar combate por causa da disputada zona fronteiriça no mar Amarelo que divide os dois países.
O agudizar da retórica agressiva ocorre quando o chefe de Estado norte-americano, Barack Obama, dá arranque a um enorme périplo pelo continente asiático, tendo no topo da agenda de conversações as polémicas ambições nucleares de Pyongyang.
Numa entrevista que antecedeu a partida de Obama para o Japão – primeira paragem desta viagem pela Ásia – o Presidente dos Estados Unidos reiterou que o programa de mísseis atómicos da Coreia do Norte constitui uma grande ameaça à segurança na região, insistindo que o regime deve regressar quanto antes às negociações de desarmamento a seis (envolvendo as duas Coreias, a China, Japão, Rússia e Estados Unidos), que o regime de Pyongyang abandonou há um ano.
Os dois países travaram uma acesa troca de tiros na terça-feira – a primeira em sete anos – naquela zona de fronteira marítima, com Seul a denunciar a violação das suas águas territoriais por um barco patrulha norte-coreano que acabou por retirar incendiado, após ter sido alvejado por um vaso militar da Coreia do Sul.
Pyongyang reagiu prontamente exigindo um pedido de desculpas e reiterando, através da agência noticiosa estatal local KCNA, que não reconhece legitimidade àquele traçado de fronteira, que considera ter sido estabelecido unilateralmente pelas forças das Nações Unidas – lideradas pelos Estados Unidos – no final da Guerra das Coreias de 1950-1953. A disputada zona foi palco de duas mortais batalhas navais na última década.
Agora as hierarquias militares prometem tomar “medidas militares sem piedade para defender” a fronteira que a Coreia do Norte entende como válida na área. Na véspera o regime de Pyongyang assegurou que a Coreia do Sul pagaria “um preço alto” por ter disparado contra o seu barco patrulha.

