O presidente russo Vladimir Putin chegou hoje a Tóquio, para uma visita de três dias, durante a qual está agendado um encontro com o primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi, no qual será discutida a disputa territorial sobre as ilhas Curilas.
A visita ao Japão destina-se a promover a cooperação económica russo-nipónica, estagnada devido ao diferendo entre os países sobre a posse das ilhas, que se arrasta desde 1945.
Putin e Koizumi têm marcada uma reunião de duas horas na tarde de segunda-feira, durante a qual se espera que assinem cerca de uma dezena de documentos relacionados com negócios e tecnologia, segundo a agência de notícias japonesa Kyodo.
No entanto, não está previsto que o assunto ilhas Curilas conste do comunicado final da reunião, de acordo com a mesma agência.
Moscovo pretende dar um novo alento às trocas com Tóquio, cujo nível actual - de 7,36 mil milhões de dólares em 2004, segundo números russos e de 8,85 mil milhões, de acordo com os dados japoneses - não correspondem ao potencial económico de cada um dos países.
Putin pretende ainda encorajar a participação de capitais japoneses na construção do oleoduto Sibéria-Pacífico, objecto de uma rivalidade estratégica com a China.
O oleoduto, um investimento de 16 mil milhões de dólares permitirá exportar petróleo russo para o Japão, que tem necessidade de diversificar as fontes de aprovisonamento, mas igualmente para todo o Sudeste asiático e para os Estados Unidos da América.
No entanto, o Japão mantém firme a reivindicação de posse sobre as ilhas de Etorofu, Kunashiri, Shikotan e Habomai, no arquipélago que se prolonga desde o extremo oriental da Rússia até à ilha japonesa de Hokaido.
Por seu turno, Putin defende a ocupação soviética das ilhas, em 1945, considerando que a soberania russa está de acordo com o direito internacional e reflecte o resultado da Segunda Guerra Mundial.
Proveniente da Coreia do Sul, onde participou na Cimeira Ásia-Pacífico (APEC), o presidente russo é acompanhado por uma comitiva que inclui o ministro russo da Indústria e Energia, Viktor Khristenko e cerca de uma centena de empresários.



