A dívida aos trabalhadores de Oleg Deripaska é de quase um milhão de euros

Putin obriga milionário a pagar salários em atraso

04.06.2009 - 20:55

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fez uma discreta ameaça de expropriação, caso os empresários não regularizassem os salários em atraso fez uma discreta ameaça de expropriação, caso os empresários não regularizassem os salários em atraso (Alexei Nikolski/REUTERS)
O primeiro-ministro russo, Vladmir Putin, imputou hoje a culpa da crise social da cidade de Pikaliovo à ganância de empresários como Oleg Deripaska, num inflamado discurso na empresa daquele que já foi o homem mais rico da Rússia.

Putin, em visita surpresa à BaselCement, forçou Oleg Deripaska, perante os trabalhadores em protesto, a assinar um contracto que permitirá retomar a produção de fábricas que não estão em funcionamento. Os operários não recebem salários há vários meses e a cidade tem sido palco de inúmeros protestos.

“Fizeram milhares de pessoas reféns com a vossa ambição, a vossa falta de profissionalismo – ou muito simplesmente a vossa trivial ganância”, disse, dirigindo-se Deripaska e a dois outros empresários, proprietários de fábricas de cimento e alumina (um composto químico usaod no processo de fabricação de alumínio).

“Todos os salários em atraso (que rondam já um milhão de euros) serão pagos. E a data limite é hoje”, acrescentou. O primeiro-ministro fez uma discreta ameaça de expropriação, caso os empresários não regularizassem os salários em atraso.

“Onde está a responsabilidade empresarial? Porque andavam às voltas como baratas antes de eu chegar? Porque é que ninguém tomou uma decisão?”, questionou Putin, num confronto transmitido pela televisão nacional.

A multidão ovacionou Vladmir Putin no final do encontro. O porta-voz do primeiro-ministro, Dmitri Peskov, declarou que “a crise económica e outras dificuldades não podem servir de indulgência às responsabilidades sociais e não é possível resolver problemas sem ter em conta as pessoas, não se pode tentar infligir ao Estado todas as responsabilidades”.

Os habitantes de Pikaliovo apelaram à intervenção das autoridades depois de todas as três fábricas terem cessado a produção e deixado de pagar salários completos. Os sindicatos afirmam que metade da população total da cidade, de 23.00 habitantes, vive na pobreza.

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PUTIM

Finalmente leio comentários nos quais o Luís Almada não é criticado por alguns iluminados e sábios ...

O Africano

06.06.2009 10:36

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