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Mais de mil detidos nos motins em Moscovo

Putin avisa que não haverá tolerância para extremismos na Rússia

16.12.2010 - 10:05 Por Dulce Furtado

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Putin, hoje, na maratona televisiva de perguntas e respostas aos russos Putin, hoje, na maratona televisiva de perguntas e respostas aos russos (Alexsei Druginin/Reuters)
O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, lançou hoje um aviso de tolerância zero para todos os movimentos extremistas na Rússia, depois de ontem Moscovo ter sido palco de motins violentos, bem junto às portas do Kremlin, associados a grupos ultranacionalistas.

Putin fez estas declarações na mensagem de abertura do programa de televisão em que, anualmente, responde a uma maratona de perguntas dos concidadãos. “É imperativo suprimir duramente todas as mostras de extremismo, venha de onde vier”, afirmou, muito embora na véspera o seu gabinete ter estimado que o chefe de Governo não se iria pronunciar sobre estes eventos recentes.

Mais de mil pessoas foram detidas ao longo do dia de ontem – o segundo de tumultos na capital russa em menos de uma semana –, com as ruas de Moscovo tomadas de assalto por milhares de jovens de movimentos nacionalistas que entoavam slogans racistas e violentos contra os imigrantes.

A polícia anti-motim patrulhava ainda ontem à noite a capital, em veículos militares, e foi aumentado significativamente o contingente de segurança em vigilância das principais praças e estações de comboio de Moscovo.

No sábado passado, tumultos similares aos de ontem causaram pelo menos 30 feridos, na esmagadora maioria homens oriundos de países do Cáucaso e da Ásia Central, de onde são originárias as principais comunidades de imigrantes na Rússia. A polícia confiscou então aos amotinados espingardas de pressão de ar, facas e pelo menos uma espada de samurai.

Esta vaga de violência eclodiu após a morte a tiro de um adepto do clube de futebol Spartak de Moscovo, a 6 de Dezembro, durante uma luta com um homem oriundo do Cáucaso. Em resposta, vários blogues ligados a grupos racistas e ultranacionalistas – um movimento em crescendo na Rússia – apelaram a protestos na estação de Kievski, uma das principais da capital, assim como no centro de Moscovo.

Foram então detidas 65 pessoas, todas acabando por ser libertadas poucas horas passadas nas esquadras, e abertos 11 processos criminais pelos procuradores de Moscovo.

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Primeiro são os outros, e depois...

Pessoas que exigem que outras sejam caladas pelo estado, nunca percebem que mais cedo ou mais ...

MiguelBarros

17.12.2010 02:15

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