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Aviso foi feito após encontro com Presidente ucraniano

Putin ameaça dirigir mísseis contra a Ucrânia em caso de adesão à NATO

12.02.2008 - 16:54 Por PÚBLICO

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 (Mykola Lazarenko/Reuters)
O Presidente russo, Vladimir Putin, avisou hoje que a Rússia poderá redirigir os seus mísseis contra a Ucrânia se o país vizinho se juntar à NATO e aceitar a instalação de um escudo de defesa anti-míssil norte-americano.

O aviso foi feito no final de um encontro com o seu homólogo ucraniano, Victor Iuchenko, que se deslocou a Moscovo para resolver uma disputa sobre os fornecimentos de gás russo ao seu país e procurar melhorar as relações diplomáticas com a antiga potência.

Putin revelou ter alertado Iuchenko para os riscos de uma adesão à Aliança Atlântica, o pacto de defesa promovido pelos EUA em plena Guerra-Fria, sustentando que o passo almejado há anos por Kiev “restringiria a soberania do país”.

Apesar de sublinhar que não pode interferir na decisão do país vizinho, o Presidente russo disse temer que a eventual entrada da Ucrânia no bloco ocidental leve o país a aceitar a instalação de um escudo antimíssil semelhante àquele que os EUA planeiam instalar na Polónia e República Checa.

“É aterrador pensar que a Rússia, em resposta a uma possível instalação de um escudo míssil na Ucrânia possa ter de dirigir os seus sistemas de mísseis ofensivos contra a Ucrânia”, declarou Putin, de forma emotiva, citado pela Reuters.

Os planos dos EUA para a instalação de um radar na República Checa e de um escudos antimíssil na Polónia – partes de um sistema que Washington diz ser defensivo – tem merecido duras críticas de Moscovo, desencadeando uma troca de palavras entre as duas capitais que recorda a Guerra-Fria.

Esta tarde, o Presidente russo voltou a dizer que os planos americanos visam “a neutralização do potencial nuclear russo”, sublinhando que a sua efectivação “desencadeará uma acção russa de retaliação”.

Até ao momento, Washington não solicitou à Ucrânia qualquer envolvimento neste projecto, embora o país seja visto por Moscovo como um aliado avançado dos EUA na região, desde que em 2004 Iuchenko liderou uma revolução que congregou as forças pró-ocidentais no país.

Horas antes destas bombásticas declarações, o chefe da diplomacia russa revelou que o Presidente aceitou um convite para participar na próxima cimeira da NATO, agendada para Abril, em Bucareste. A reunião terá lugar já depois de Putin dar lugar ao seu sucessor no Kremlin. A aceitação do convite "demonstra novamente que a Rússia está disponível para dialogar sobre qualquer matéria", afirmou Sergei Lavrov.

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comentario

Sr. Manuel Abreu, relativamente a sua questão retórica "Mas, existindo mísseis, não têm, ...

Petr

14.02.2008 16:39

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