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Assange promete revelar “dezenas e centenas de milhares de documentos”

Próximo alvo da WikiLeaks vai ser grande banco norte-americano

30.11.2010 - 11:43 Por PÚBLICO

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Julian Assange foi entrevistado, em Londres, a 11 de Novembro Julian Assange foi entrevistado, em Londres, a 11 de Novembro (Foto: Valentin Flauraud/Reuters)
As próximas revelações da WikiLeaks vão denunciar “algumas violações flagrantes” e “práticas anti-éticas” de um grande banco norte-americano. O anúncio foi adiantado pelo fundador do site, Julian Assange, numa entrevista publicada ontem na edição electrónica da revista “Forbes”.

Milhares de documentos internos de um banco dos Estados Unidos, cuja identidade não foi revelada, vão ser expostos no início do próximo ano, disse Assange numa rara entrevista, em Londres, antes de vários jornais ocidentais terem publicado, no domingo, informações sobre 250 mil documentos diplomáticos fornecidos pela WikiLeaks.

Assange levanta apenas uma ponta do véu, ficando-se a saber que cerca de 50 por cento dos documentos que o site tem em mãos para disponibilizar dizem respeito ao sector privado: “Dará uma percepção verdadeira e representativa de como os bancos actuam a nível executivo, de uma forma que vai levar a investigações e reformas”.

Trata-se daquilo a que Assange, em conversa com o jornalista da “Forbes”, concorda ser um “megaleak”.

“Normalmente, quando se obtêm fugas de informação a este nível, é sobre um caso específico ou uma violação particular”, disse, avançando apenas estarem em causa informações sobre “algumas violações flagrantes, práticas anti-éticas”envolvendo as “estruturas de decisão” da instituição bancária, bem como “as prioridades dos executivos, como pensam que cumprem os seus próprios interesses”.

Se é o maior banco dos Estados Unidos? Assange não nega, mas também não diz que sim. “Não comento”, respondeu.

O que garante são “dezenas e centenas de milhares de documentos”, embora “não numa escala tão grande como o material do Iraque”, em que foram conhecidos 392 mil ficheiros relacionados com a guerra.

No último ano, a WikiLeaks publicou documentos sobretudo centrados no Exército norte-americano.

Questionado sobre quando voltará o site ao sistema de publicar informação com menos material, mas com mais frequência, Assange justifica que o actual modelo – revelar um grande número de informação relacionada entre si ao mesmo tempo – é o mais eficiente para responder à quantidade de informação.

Quando se cobre “um vasto período da história ou afectando um vasto grupo de pessoas, [é preciso] haver alguém especializado e fazer uma produção exclusiva para cada um”, explicou.

A entrevista ontem publicada no site da “Forbes” faz a capa do próximo número da revista, nas bancas dos Estados Unidos a 20 de Dezembro.

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Parabéns pela coragem

Joel mendes exalta-se.Protege os seus ídolos.Para ele,não faz sentido saber se estas ...

poislocal

30.11.2010 17:00

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