Protestos em vários países juntam milhares de pessoas em defesa do povo birmanês

06.10.2007 - 20:24 Por AFP, PUBLICO.PT
Diversas manifestações juntaram hoje milhares de pessoas um pouco por todo o mundo em defesa dos direitos do povo birmanês. As acções de protesto, convocadas pela Amnistia Internacional para pressionar a junta militar que governa a Birmânia, realizaram-se na Nova Zelândia, na Austrália e em vários países da Ásia, da Europa e da América do Norte.
Em Londres, por exemplo, milhares de manifestantes - três mil, segundo a polícia, dez mil, de acordo com os organizadores - desfilaram nas ruas do centro da cidade, respondendo assim ao apelo da Amnistia Internacional e de várias outras organizações de defesa dos Direitos do Homem. Um grupo de monges budistas associou-se ao protesto.
Por seu lado, a União Budista Internacional promove, na próxima segunda-feira, no Marquês de Pombal, em Lisboa, uma vigília de solidariedade para com a luta do povo birmanês. Paulo Borges, um dos organizadores da iniciativa, disse que a vigília - à qual se associou a secção portuguesa da Amnistia Internacional - visa chamar a atenção para "a luta heróica do povo e dos monges birmaneses".
A Amnistia Internacional está a pedir o fim dos ataques das forças de segurança contra os manifestantes na Birmânia e a exigir a libertação imediata das pessoas detidas na sequência dos protestos.
Depois de mais de uma semana sem acesso à Internet na Birmânia, a população viu ontem o acesso ser restabelecido. Contudo, durante o dia de hoje, voltou a ser cortado.
Vários países do Conselho de Segurança das Nações Unidas voltaram hoje a pressionar a ONU para que actue rapidamente na Birmânia, referindo, mais uma vez, que estão dispostos a apoiar a imposição de sanções contra aquele país asiático.
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, afirmou hoje que "o mundo não está disposto a esquecer a repressão violenta" exercida pela junta militar birmanesa contra os manifestantes pró-democracia.


