Os grupos de trabalho criados no âmbito das conversações a seis para pôr fim ao programa nuclear da Coreia do Norte começaram hoje a reunir-se em Pequim, anunciou o enviado norte-americano Christopher Hill.
"O grupo de trabalho sobre assistência económica e energética começou hoje a trabalhar", afirmou Hill, acrescentando que este encontro pretende "encontrar uma forma de prestar o apoio económico e energético" prometido à Coreia do Norte em troca da suspensão do seu programa nuclear.
Hill acrescentou que um grupo de trabalho relativo à desnuclearização começará amanhã, na capital chinesa, com representantes dos seis países envolvidos nas conversações: Coreia do Norte, Coreia do Sul, China, Estados Unidos, Japão e Rússia.
Um terceiro grupo vai ainda discutir um mecanismo de segurança para o noroeste asiático, mas Cristopher Hill, que chegou ontem a Pequim, não confirmou a data do seu início.
A Coreia do Norte concordou a 13 de Fevereiro desactivar o seu arsenal nuclear, exigindo como moeda de troca o fornecimento de ajuda energética; o início do processo de levantamento das sanções financeiras que bloquearam fundos norte-coreanos no Banco Delta Ásia, de Macau; e o início de conversações tendo em vista o reatamento das relações diplomáticas entre Washington e Pyongyang.
Segundo o acordo, a Coreia do Norte receberá inicialmente 50 mil toneladas de petróleo refinado para desactivar em 60 dias o reactor nuclear de Yongbyon.
Caso cumpra a promessa de interromper definitivamente o programa nuclear, o regime estalinista receberá mais 950 mil toneladas do mesmo combustível.
A actividade diplomática foi reiniciada esta semana com a visita do presidente da Agência Internacional de Energia Atómica, Mohamed ElBaradei, a Pyongyang, onde negociou o regresso ao território dos inspectores da ONU, como parte do processo de verificação associado ao acordo de Fevereiro.
Diplomatas norte-americanos, japoneses e sul-coreanos vão-se encontrar amanhã com ElBaradei para debater os resultados da visita à Coreia do Norte.
Uma nova ronda das conversações a seis começa na próxima segunda-feira, ainda em Pequim.



