A professora inglesa presa no Sudão, por blasfémia, depois de ter promovido uma iniciativa numa aula, que permitiu aos alunos chamar Mohammad a um ursinho de peluche, vai ser libertada hoje. A docente acabou por receber o perdão do presidente sudanês, depois de ter sido condenada a 15 dias de cadeia.
O perdão surgiu após pedidos da comunidade islâmica ao próprio presidente do Sudão que visavam a libertação de Gillian Gibbons, depoisd e condenada a prisão seguida de deportação.
Gibbons que dirigiu um comunicado, escrito, ao povo do Sudão, pedindo desculpa por todo o desconforto provocado e frisando que não tinha intenção de ferir o Islão, estava apenas há 4 meses no Sudão: "Só encontrei amabilidade e generosidade e gostei muito desta curta experiência", disse no documento lido por Sayeeda Warsi, baronesa britãnica, uma das vozes da comunidade islâmica britânica que interveio a seu favor.
A professora foi acusada de blasfémia depois de em Setembro, ter pedido aos 23 alunos da turma que dirigia, num colégio em Cartum, que dessem nome a um ursinho de peluche que seria a mascote da aula. Vinte dos alunos escolheram o nome de Mohammad, um nome masculino comum no Sudão, mas também o nome do profeta Maomé.
O primeiro-ministro britânico Gordon Brown já se manifestou agradado com a resolução deste problema, acrescentando que "o bom senso imperou" e que a professora estará em breve aos cuidados da embaixada britânica em Cartum mas que estas tinham sido difíceis negociações. O reino Unido tem relações muito frágeis com o Sudão, principalmente devido ao conflito do Darfur.
Ontem o Conselho de Escolas Islâmicas do Sudão tinha pedido ao Presidente para não perdoar a professora, invocando que isso iria estragar a reputação do país entre a comunidade islâmica internacional. manifestações de rua chegaram a epdir a morte da professora britânica.


