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Mostrou imagens de escolas que desabaram

Professor chinês enviado para campo de trabalho por divulgar fotos de sismo na Internet

30.07.2008 - 15:06

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Um professor chinês foi detido por ter partilhado fotografias de escolas que desabaram em consequência do sismo que abalou a província chinesa de Sichuan, em Maio passado, indicou hoje um grupo local de direitos humanos.
O sistema de “reeducação pelo trabalho” permite à polícia encarcerar um suspeito de um crime por um período que pode ir até aos quatro anos O sistema de “reeducação pelo trabalho” permite à polícia encarcerar um suspeito de um crime por um período que pode ir até aos quatro anos (David Gray/Reuters)

A organização Direitos Humanos na China informou que Liu Shaokun foi obrigado a cumprir um ano de “reeducação pelo trabalho”, avança a BBC.

O professor foi detido por “ter espalhado rumores e ter destruído a ordem social”, indicou o mesmo grupo.

O sismo de 12 de Maio matou 70 mil pessoas, muitas das quais eram crianças, que ficaram soterradas debaixo das suas escolas. As más condições dos edifícios das escolas públicas tornou-se um assunto delicado para o governo, e os pais enlutados chegaram a participar em diversos protestos pedindo um inquérito.

“Em vez de investigarem e pedirem responsabilidades pela construção má e perigosa dos edifícios escolares, as autoridades estão a recorrer a práticas de educação pelo trabalho para silenciar e deter cidadãos preocupados como o professor Liu Shaokun e outros”, afirmou o director executivo da organização Direitos Humanos na China, Sharon Hom.

De acordo com o mesmo grupo, a mulher de Liu Shaokun foi informada pela polícia, na semana passada, que o professor, da escola secundária de Guanghan, cidade de Deyang, tinha sido enviado para um campo de trabalho.

O sistema de “reeducação pelo trabalho” permite à polícia encarcerar um suspeito de um crime por um período que pode ir até aos quatro anos, sem a necessidade de culpa formada nem da apresentação de uma queixa formal.

O sistema, em vigor desde 1957, é duramente criticado pelas Nações Unidas e diversas organizações internacionais.

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