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Ainda não é certo que sejam tunisinos nem que sejam três

Prisioneiros de Guantánamo que Itália vai receber devem ser "libertáveis", diz ministro

16.06.2009 - 17:44 Por PÚBLICO

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Ainda há pormenores a acertar no acordado entre Berlusconi e Obama Ainda há pormenores a acertar no acordado entre Berlusconi e Obama (Larry Downing/REUTERS)
Os prisioneiros de Guantánamo que a Itália concordou em receber “serão provavelmente libertáveis”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Franco Frattini, indicando ainda não conhecer nem a identidade nem o nome exacto das pessoas em causa.

“Não sei se serão três pessoas ou qualquer outro número”, disse Frattini. Do encontro entre o Presidente norte-americano, Barack Obama, e o primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, em Washington, resultou a disponibilidade de Roma em acolher prisioneiros “que tenham sido dados como libertáveis por um tribunal norte-americano”, indicou o ministro. Mas esses ex-detidos podem estar sujeitos “a obrigações particulares”, como “avisar as autoridades se quiserem deixar o país.”

O jornal “La Stampa” adianta que Itália deverá receber três tunisinos, que podem ser Riadh Nasri, Moez Fezzani e Abdul bin Mohammed bin Ourgy, acusados num processo que corre no tribunal de Milão em 2007, por terem dado apoio logístico a “uma célula italiana próxima do Grupo Salafista para a Prédica e o Combate" da Argélia, dizia a agência noticiosa Ansa.

Roberto Maroni, o ministro do Interior, disse, entretanto, não estar “muito de acordo” em que a Itália acolha ex-prisioneiros de Guantánamo. Maroni, dirigente do partido anti-imigração Liga Nord, evocou a possibilidade do aumento do risco terrorista em Itália para dizer que preferiria que fossem “mantidos na prisão”, cita-o a AFP.

A 30 de Maio, Maroni tinha já afirmando que, no espaço de livre circulação europeu (Shengen), “não se pode deixar em liberdade pessoas suspeitas de terrorismo.”

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