Prisioneiro de Guantánamo já foi presente a um tribunal federal de Nova Iorque

09.06.2009 - 23:06 Por Reuters
Ahmed Ghailani tornou-se no primeiro detido de Guantánamo a ser transferido para um tribunal civil norte-americano. Foi já presente a um juiz federal, em Nova Iorque, onde se declarou inocente das acusações de ter colaborado no bombardeamento de embaixadas dos EUA em África em 1998.
Detido em Guantánamo desde Setembro de 2006, o tanzaniano enfrenta 286 acusações, incluindo a de conspirar com Osama bin Laden e outros líderes da Al-Qaeda para matar norte-americanos em qualquer parte do mundo, bem como as da morte de cada uma das 224 pessoas (incluindo 12 americanos) que morreram, a 7 de Agosto de 1998, quando foram atacadas as embaixadas dos EUA na Tanzânia e no Quénia, refere a Reuters.
Ghailani entrou na sala de audiências vestindo um uniforme prisional azul e, quando a juíza Loretta Preska lhe perguntou como se declarava, perante as acusações, ele disse-se inocente das acusações de ter ajudado a comprar um camião, bem como tanques de acetileno e oxigénio, usados no ataque da Tanzânia.
Numa audição realizada em 2007 em Guantánamo, para tentar definir se seria possível classificá-lo como “combatente inimigo”, Ghailani confessou e pediu desculpa por ter transportado equipamento que foi usado no ataque da Tanzânia. Mas afirmou não saber que este equipamento seria usado num atentado à embaixada dos EUA.
Trazer Ghailani para território dos EUA (retirando-o de Guantánamo, que é uma espécie de terra de ninguém, um base norte-americana instalada em Cuba sem aprovação das autoridades cubanas), e julgá-lo num tribunal civil, é uma importante prova de força da Administração Obama, para testar a sua determinação em encerrar Guantánamo, onde neste momento estarão cerca de 240 prisioneiros.


