Enquanto decorre ofensiva na cidade de Marjah

Principal comandante taliban foi capturado no Paquistão

16.02.2010 - 11:40 Por PÚBLICO

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Soldados americanos na cidade de Marjah, onde está a acontecer uma ofensiva contra os taliban Soldados americanos na cidade de Marjah, onde está a acontecer uma ofensiva contra os taliban (Goran Tomasevic/REUTERS)
Abdul Ghani Baradar, considerado o “segundo líder mais influente” dos taliban depois do fundador e líder espiritual do movimento, mullah Omar, foi capturado numa operação conjunta de forças norte-americanas e paquistanesas, na cidade de Carachi, revela hoje o jornal "The New York Times", citando responsáveis dos Estados Unidos.

O comandante Baradar, que também tem o título religioso de mullah, está sob custódia das autoridades paquistanesas desde há vários dias. Agentes dos serviços de espionagem dos EUA estão também presentes nos interrogatórios. A sua captura – a mais importante desde que começou a invasão do Afeganistão em 2001 – poderá fornecer informações sobre outros chefes dos taliban, em particular sobre o paradeiro de Omar.

A revelação da captura de Baradar surge numa altura em que tropas da NATO e afegãs levam a cabo a maior ofensiva de sempre contra os taliban, no seu reduto de Marjah, província de Helmand, no Sul. Segundo Bruce O. Riedel, antigo oficial da CIA citado pelo "New York Times", a detenção deste comandante poderá, a curto prazo, enfraquecer muito a capacidade militar dos taliban.

Não há pormenores sobre a captura nem sobre se Baradar estará a cooperar com os interrogadores. Sabe-se apenas que ele foi detido numa operação conjunta levada a cabo pela agência de espionagem paquistanesa (Inter-Services Intelligence, ISI) e por operacionais da CIA que os acompanhavam.

O "New York Times" teve conhecimento desta operação na quinta-feira, mas adiou a sua divulgação a pedido da Casa Branca. Os dirigentes taliban não tinham conhecimento da captura da Baradar e, se esta fosse revelada, justificou a Administração Obama, eles poderiam tornar-se mais cautelosos nas suas deslocações e comunicações entre eles. O jornal publicou hoje a notícia porque, explicou, o desaparecimento deste mullah já era do conhecimento geral na região.


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