Após a demissão do Governo

Presidente romeno nomeia novo primeiro-ministro

06.02.2012 - 09:16 Por PÚBLICO

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Mihai Razvan Ungureanu após ser indigitado pelo Presidente (à dir) Mihai Razvan Ungureanu após ser indigitado pelo Presidente (à dir) (Daniel Mihailescu/AFP)
O Presidente romeno nomeou Mihai Razvan Ungureanu, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e actual chefe dos serviços secretos externos, para o cargo de primeiro-ministro, horas depois da demissão do Governo de centro direita dirigido por Emil Boc.

Boc justificou a demissão com a necessidade de “apaziguar a tensão política e social" no país, onde há três semanas se arrastam manifestações contra as medidas de austeridade.

“A coligação no poder chegou a acordo para nomear Ungureanu”, anunciou Traian Basescu ao início da noite, horas depois de os seus serviços terem adiantado que o ainda ministro da Justiça, Catalin Predoiu, iria assumir interinamente o lugar até à conclusão das negociações.

“As reformas vão continuar, a mais valia que eu trago reside na minha capacidade de ser um bom administrador”, revelou pouco depois o primeiro-ministro indigitado, de 43 anos, que agora tem dez dias para constituir uma equipa e obter a aprovação no Parlamento.

A tarefa não deverá ser difícil, uma vez que a coligação governamental – liderada pelo Partido Democrata Liberal, do Presidente e ex-primeiro-ministro – detém a maioria no Parlamento.

Demissão anunciada
Há várias semanas que a oposição exigia a partida de Boc, num cenário de crescente contestação nas ruas e manifestações em várias cidades do país. A União Social Democrata, principal formação da oposição, está desde a semana passada em “greve parlamentar”, recusando-se a regressar à Assembleia a não ser que sejam realizadas eleições antecipadas.

Boc explicou, no final de uma reunião do Conselho de Ministros transmitida em directo pela televisão, que abriu mão do seu mandato sendo este “o momento para tomar importantes decisões políticas”. Com a queda do seu Governo, Boc pediu ao Parlamento para “entregar a sua confiança o mais depressa possível” num novo Executivo, de forma a “não pôr em risco a estabilidade do país”.

Apesar de a economia ter vindo a registar crescimento no último ano, os protestos eclodiram depois de o Governo ter adoptado um corte de 25% nos salários da função pública e um congelamento das pensões. Este fim-de-semana uma delegação do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia terminou uma missão de avaliação no país, dando nota positiva às reformas encetadas nestes últimos dois meses pelo Governo de Boc.

Notícia actualizada às 20h00


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Grandes Dilemas

Meus amigos e amigas, estes da Romenia cresceram na economia e ainda assim cortaram 25% dos ...

Maria Felicidade

07.02.2012 05:24

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