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Médio Oriente

Primeiro-ministro israelita diz a Sarkozy que não haverá cessar-fogo em Gaza

06.01.2009 - 09:42 Por PÚBLICO, Agências

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Já morreram mais de 500 pessoas na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva Já morreram mais de 500 pessoas na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva (Gil Cohen Magen/Reuters)
Ontem à noite, o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, rejeitou, durante um encontro com o Presidente francês Nicolas Sarkozy, qualquer cessar-fogo na Faixa de Gaza enquanto não ficar garantido o fim dos disparos de “rockets” palestinianos contra o Estado hebreu.

“O Hamas deverá, não apenas, parar com os tiros [de ‘rockets’], mas deverá igualmente ficar sem maneira de os poder disparar”, afirmou Olmert a Sarkozy, durante um encontro em Jerusalém, segundo um alto responsável israelita.

“Não podemos aceitar um compromisso que permita ao Hamas disparar ‘rockets’ (...) contra as cidades israelitas”, acrescentou.

“O objectivo da operação não é pôr cobro ao poder do Hamas, mesmo que o possamos fazer”, insistiu o responsável israelita.

Efectuando um périplo expresso pelo Médio Oriente, o Presidente francês pediu ontem aos dirigentes palestinianos e israelitas que façam uma trégua humanitária de vários dias na Faixa de Gaza.

“A urgência, hoje, é pôr fim às violências e nós – a Europa – queremos um cessar-fogo o mais rapidamente possível e queremos que cada parte compreenda que o tempo trabalha contra a paz”, disse Sarkozy em Ramallah, após um encontro com o seu homólogo palestiniano, Mahmoud Abbas.

“Precisamos de uma trégua humanitária de alguns dias, é do interesse de toda a gente. Israel é forte, Israel deverá correr o risco da paz”, insistiu o Presidente, algum tempo depois, diante do Presidente do Estado hebreu, Shimon Peres.

Um diplomata ocidental indicou, citado pela AFP, que a França está a trabalhar, em coordenação com o Conselho de Segurança da ONU e com os Estados árabes, na redacção de um projecto de resolução para o conflito.

Cinco mortos em bombardeamento israelita contra escolas da ONU

Entretanto, no terreno, pelo menos cinco palestinianos morreram e quatro ficaram feridos num ataque aéreo israelita contra duas escolas gerida pelas Nações Unidas, em Gaza, indicaram membros dos serviços médicos e funcionários da ONU, citados pela AFP.

Três pessoas morreram em consequência de um ataque aéreo contra a escola Asma, no campo de refugiados de Chati, gerido pela UNRWA (na sigla em inglês), a agência da ONU para os refugiados palestinianos, afirmou um porta-voz da agência, Adnane Abou Hasna.

A mesma fonte precisou que 450 pessoas estavam refugiadas nessa escola para fugir dos bombardeamentos que atingiam outros bairros da cidade.

Em Khan Younes (sul da Faixa de Gaza), um “rocket” atingiu a entrada de uma segunda escola, matando duas pessoas.

Há relatos contraditórios acerca da entrada por terra do Exército israelita em Khan Younes, um bastião do Hamas. Se testemunhas locais indicaram à AFP que os soldados israelitas já estão na cidade, o Exército indicou à France Presse não ter “nenhuma informação” acerca de uma entrada por terra nessa cidade.

Três soldados israelitas mortos por “fogo amigo”

Em contrapartida, três soldados israelitas também perderam a vida e outros 24 ficaram feridos, ontem à noite, a norte da Faixa de Gaza, quando um carro de combate disparou por engano contra as suas posições, anunciou um porta-voz do Exército.

Um dos feridos está em estado considerado “crítico” e outros três em estado “grave”. Os restantes 20 apresentam ferimentos “ligeiros e moderados”, indicou o mesmo responsável.

Já morreram mais de 500 pessoas na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva.

* Notícia em actualização

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Comentário + votado

e

Conversas em família, ou seja entre dois judeus. Não sabiam? Sarkozy é judeu.

Anónimo

06.01.2009 21:28

X

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