O primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki reuniu-se hoje na Casa Branca com o Presidente George W. Bush e insistiu na necessidade de um “cessar-fogo imediato” para o Líbano.
Pouco depois de uma declaração de Bush em favor de “um cessar-fogo viável”, Maliki salientou “a importância de um cessar-fogo imediato” e pediu à comunidade internacional para “mostrar o seu apoio ao povo libanês”, face às destruições causadas pela ofensiva israelita contra o Hezbollah.
Nos últimos dias, o primeiro-ministro iraquiano tem criticado a ofensiva, considerando “criminosas” as operações israelitas, passíveis de desestabilizar a região.
Bush disse ter tido com Maliki uma “troca de pontos de vista muito transparente” sobre a situação no Líbano, acrescentando que este último salientou a “gravidade da crise humanitária no Líbano e a necessidade de fazer mais pelo povo libanês”.
Hoje, deputados democratas americanos apelaram a Maliki para condenar os ataques do Hezbollah sobre Israel e a reconhecer, no seu discurso esperado amanhã no Congresso, o direito do Estado hebreu à defesa.
Estes deputados expressaram a sua desilusão depois de Maliki ter denunciado “a agressão israelita” no Líbano e pediram uma “clarificação” antes do primeiro-ministro iraquiano se dirigir ao Congresso.
“Por estar do lado da América, deve estar contra o terrorismo (...). Antes de falar perante o Congresso e o povo americano, temos uma questão muito simples a colocar ao primeiro-ministro: de que lado está na guerra contra o terrorismo?”, lançou o senador Chuck Summer.
À falta de uma clarificação, os deputados já ameaçaram boicotar a intervenção de Maliki.


