Raide das forças americanas em Kut provocou duas mortes e a ira da população

Primeiro-ministro iraquiano considera que EUA violaram pacto de segurança

26.04.2009 - 19:03

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Habitantes de Kut vieram protestar para a rua contra os EUA Habitantes de Kut vieram protestar para a rua contra os EUA (Jaafer Abed/REUTERS)
O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, considerou ontem que um raide militar norte-americano que matou um polícia e uma mulher foi um crime que violou um pacto de segurança entre o Iraque e os EUA, e pediu que as forças americanas entreguem às autoridades iraquianas os responsáveis.

A condenação do raide por Maliki aconteceu depois de manifestações de centenas de iraquianos contra as forças dos EUA na cidade de Kut, após o raide da madrugada de ontem.

O exército norte-americano diz que o raide teve como alvo combatentes xiitas que seriam financiados e armados pelo Irão, em Kut, a cerca de 150 quilómetros a sudeste de Bagdad. Seis suspeitos foram detidos.

“O comandante-geral [Maliki] afirma que a morte de dois cidadãos e a detenção de outros em Kut é considerada uma violação do pacto de segurança”, disse o major-general Qassim Moussawi, o porta-voz da segurança de Bagdad. “Ele pede ao comandante da força multinacional para libertar os detidos e entregar os responsáveis por estes crimes aos tribunais.”

O pacto de segurança entre o Iraque e os EUA, que entrou em vigor este ano, diz que os cerca de 140 mil soldados no país não podem levar a cabo operações sem aprovação iraquiana.

Os soldados americanos têm, ainda segundo o pacto, imunidade a acusações em tribunais iraquianos, a não ser que se suspeite de crimes graves cometidos enquanto não estavam de serviço.

O primeiro-ministro iraquiano confirmou entretanto a detenção de Abu Omar al-Baghdadi, um suposto aliado da Al-Qaeda, que os responsáveis oficiais e analistas de segurança suspeitam não existir.

Se a prisão de Baghdadi for real, e se ele for mais do que uma figura de inspiração para o auto-intitulado Estado Islâmico do Iraque, este pode ser um revés para os insurrectos, numa altura em que uma onda de bombardeamentos voltou a causar preocupação com a violência no país.

A detenção do chefe do movimento ligado à Al-Qaeda tinha já sido anunciada na semana passada, mas não tinha sido confirmada pelas autoridades iraquianas nem pelas forças americanas.

Alguns peritos continuam convencidos que este homem não existe, que foi inventado pela Al-Qaeda para ter uma figura iraquiana no movimento dirigido por estrangeiros. Reuters

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Leandro Coutinho

Estão em causa conflitos em que os USA estejam envolvidos e há "n" comentários.. No Sri Lanka está ...

Leandro Coutinho

27.04.2009 04:16

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