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País atravessa grave crise

Primeiro-ministro húngaro propõe demitir-se para ultrapassar entraves às reformas económicas

21.03.2009 - 12:55 Por Agências

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A taxa de popularidade de Ferenc Gyurcsany atingiu mínimos históricos A taxa de popularidade de Ferenc Gyurcsany atingiu mínimos históricos (Laszlo Balogh/Reuters)
O primeiro-ministro húngaro, Ferenc Gyurcsany, propôs hoje demitir-se para permitir a formação de um novo Governo no quadro da actual maioria parlamentar, por considerar que a sua permanência é um entrave à aprovação de um plano de combate à grave crise económica que o país atravessa.

“Ouvi dizer que sou um obstáculo à cooperação que se exige para fazer as mudanças necessárias, para um governo estável e para um comportamento responsável da oposição”, declarou Gyurcsany perante o congresso do Partido Socialista húngaro. “Proponho, por isso, a formação de um novo governo, com um novo primeiro-ministro”, acrescentou, antes de pedir aos congressistas para autorizar a direcção do partido e a liderança da bancada parlamentar a nomear um sucessor, a ser votado num congresso extraordinário dentro de duas semanas.

Segundo as agências, o primeiro-ministro deverá comunicar na segunda-feira a sua decisão ao Parlamento. Para evitar a realização de eleições antecipadas, os socialistas, sem maioria absoluta no Parlamento, terão de conseguir o apoio da oposição ao sucessor de Gyurcsany.

Em 2006, Gyurcsany tornou-se o primeiro chefe de Governo húngaro a ser reeleito desde a queda do Governo. Meses depois, porém, a oposição saiu às ruas para exigir a sua demissão, quando foi divulgada a gravação de uma reunião partidária em que o primeiro-ministro admitia ter mentido sobre o estado da economia para garantir a reeleição.

Quando a crise mundial estalou, a Hungria, com uma situação financeira já periclitante, foi obrigada a recorrer a um empréstimo de 25 milhões de dólares do Fundo Mundial Internacional para evitar o colapso económico. Apesar de ter conseguido reduzir o défice público, Gyurcsany foi incapaz de adoptar as reformas que os economistas consideram essenciais para salvar o país. A sua taxa de popularidade caiu para níveis sem precedentes, devido ao aumento dos impostos e cortes na despesa pública a que foi obrigado.

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Comentário + votado

tambem

Uhm...tambem acho que os comunistas portugueses presisam de um estagio na Coreia do Norte... So ...

Alef

22.03.2009 17:20

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