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Ronda asiática

Primeira viagem de Hillary Clinton inaugura "nova era da diplomacia"

16.02.2009 - 11:10 Por Rita Siza, Washington

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Hillary Clinton Hillary Clinton (Kevin Lamarque/Reuters)
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, aterrou hoje em Tóquio naquela que será a primeira paragem de um périplo asiático que marca a sua estreia nos palcos internacionais enquanto chefe da diplomacia da Administração Obama.

A sua viagem pelo Pacífico não podia ser mais significativa: ao escolher o Japão, Indonésia, Coreia do Sul e China como o seu primeiro itinerário, Clinton quebra a tradição seguida pelos seus antecessores no destino da sua primeira deslocação oficial, invariavelmente a Europa ou o Médio Oriente.

E prova o compromisso da Administração com uma "nova era de diplomacia", que segundo descreveu Clinton não é "impulsiva nem ideológica", e, ao contrário daquilo que aconteceu nos últimos oito anos, não está condicionada pela reacção dos países aliados à guerra do Iraque.

"O que temos de fazer é encontrar soluções para problemas globais: a nossa política externa não pode ser definida país a país, temos de ultrapassar as fronteiras geográficas e actuar com base em parcerias", defendeu.

Como a própria explicou antes da partida, a Ásia é uma das regiões mais dinâmicas do planeta, com um número substancial de países a representar "a vanguarda tecnológica e económica" global e prontos para assumir um papel mais preponderante no palco mundial. "Nesta primeira viagem quero sinalizar que os Estados Unidos precisam tanto de parcerias fortes além do Pacífico, como além do Atlântico", justificou.

Como sublinha David Lampton, director de Estudos Chineses da Johns Hopkins School of Advanced International Studies, "muitos dos desafios [em matéria de política externa] que esta Administração herdou não estão relacionados com a Ásia, mas em quase todos eles estes países podem ter um contributo significativo" - por exemplo, nas questões ligadas a África ou à América Latina, onde a China tem interesses particulares; no combate ao terrorismo e à proliferação nuclear, que afligem a Indonésia e a Coreia do Sul; ou ainda em termos de apoio ao desenvolvimento e assistência à reconstrução, uma das especialidades do Japão.

Todos os especialistas consideram que nesta primeira abordagem à região Clinton deve assumir uma postura mais "defensiva" e evitar expor o pensamento estratégico americano, até para não "insuflar" as já demasiado elevadas expectativas. "Ela vai mais para ouvir e não tanto para falar. A ideia não é definir políticas, mas sim perceber quais são as prioridades destes aliados", diz Lampton. "Esta é primordialmente uma 'listening tour'", concorda Balbina Hwang, da National Defense University, frisando que "o que todos estes países querem, mais do que tudo, é que esta nova Administração os ouça".

Crise financeira e clima
Ainda assim, a secretária de Estado tem alguns temas "quentes" na agenda para debater com os seus aliados, à cabeça dos quais a crise financeira global e as medidas que os EUA estão a tomar para combater a recessão que tomou conta da sua economia - o pacote de estímulo e o plano de resgate financeiro de Wall Street.

É um portfolio que pertence ao Departamento do Tesouro, mas que Hillary não poderá deixar de abordar, por causa do "nervosismo" daqueles países com algumas das notícias vindas da América, nomeadamente as que dão conta das inclinações proteccionistas do Congresso democrata e da Administração Obama.

Nesse sentido, Hillary terá de ser clara a fazer passar a mensagem de que "o que os Estados Unidos querem mais do que tudo é a abertura dos mercados", nota Elizabeth Economy, directora de Estudos Asiáticos do Council on Foreign Relations. "Ela vai ter de repetir que não há nenhuma intenção de fechar o país ao comércio internacional em cada um dos lugares por onde passar", refere.

Os outros dois tópicos comuns a todos os países no roteiro de Clinton são o aquecimento global e a proliferação nuclear. A secretária de Estado vai estar acompanhada pelo recém-nomeado enviado especial para as alterações climáticas Todd Stern, e visitar uma central térmica em Pequim.

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t

Desde que se mantenha longe da Europa e, sobretudo, dos Balkans esta tudo bem. Para mer da ja basta ...

Sousa da Ponte

16.02.2009 16:28

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