Discurso "assassino" de Martine Aubry

Primeira secretária do PS francês arrasa política do Presidente Sarkozy

29.08.2010 - 17:29 Por PÚBLICO

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Aubry deu a sensação de já estar em campanha Aubry deu a sensação de já estar em campanha (Pascal Rossignol/Reuters)
A primeira secretária do Partido Socialista (PS) francês, Martine Aubry, não poupou adjectivos para criticar a política do Presidente Nicolas Sarkozy, em todos os domínios, da segurança à economia.

Isto aconteceu quatro dias depois de uma sondagem TNS Sofres Lógica, para o "Nouvel Observateur", ter dito que tanto ela como o actual director executivo do FMI, Dominique Strauss-Kahn, conseguiriam vencer Sarko na segunda volta das presidenciais de 2012.

O PS prefere “a política à polémica” em matéria de segurança, disse Aubry no encerramento da Universidade de Verão do seu partido, em La Rochelle, no departamento de Charente-Maritime. “Nicolas Sarkozy escolheu o pugilato [...], nós escolhemos os resultados”, insistiu a antiga ministra do Emprego e da Solidariedade.

O Presidente queria reunir, e conseguiu-o: reuniu dois franceses em cada três... mas contra ele”, afirmou a filha de Jacques Dellors, antigo presidente da Comissão Europeia, na sua intervenção de hora e meia.

Na sondagem da semana passada, Strauss-Kahn reunia 59 por cento das intenções de voto na segunda volta das presidenciais, Aubry conseguiria 53 por cento e Sarkozy apenas 47, ficando em pé de igualdade se o embate fosse com o antigo primeiro secretário do PS, François Hollande.

"Se o endividamento e o défice fossem um desporto olímpico, teríamos a medalha de ouro", disse hoje Aubry, num discurso que o canal noticioso France 24 considerou "assassino em relação ao Governo".

As primárias do PS estão previstas para o Outono de 2011, em duas voltas, com a apresentação de candidaturas a começar em Junho. Mas a primeira secretária, que também é presidente da câmara municipal de Lille, deu hoje a sensação de que já se encontrava em campanha, tentando eventualmente ganhar terreno a Strauss-Kahn, a Hollande, a Ségolène Royal e a outros candidatos possíveis.

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Os crimes da esquerda

são muitos. E ser anti-semita é mais um. O karl Marx apesar de ter antepassados judeus ...

Sousa da Ponte

30.08.2010 08:42

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